
O Pinterest (NYSE:PINS) entrou no radar de Wall Street hoje, figurando entre as 3 ações com as piores baixas do pré-mercado da NYSE, após divulgar um quarto trimestre abaixo do esperado.
O papel opera com perdas superiores de quase 19% durante as negociações da tarde de sexta-feira (13), reagindo à frustração com o ritmo de crescimento e projeções conservadoras para o início do ano.
O lucro por ação atingiu 67 centavos, em linha com o consenso dos analistas e acima dos 56 centavos registrados no mesmo período do ano anterior.
A receita trimestral somou US$ 1,32 bilhão, levemente inferior à estimativa média de US$ 1,33 bilhão. Em termos anuais, o crescimento foi de aproximadamente 14%, evidenciando expansão orgânica, porém insuficiente diante das expectativas mais elevadas de investidores que esperavam mais impulso no negócio publicitário digital.
O lucro líquido sofreu retração notável, caindo cerca de 85% em relação ao ano anterior, para US$ 277 milhões. A comparação anual ficou distorcida por efeitos não recorrentes, mas levantou a percepção de fragilidade na rentabilidade. O EBITDA ajustado alcançou US$ 541,5 milhões, também abaixo das projeções de US$ 550 milhões.
A projeção para o primeiro trimestre foi de vendas entre US$ 951 milhões e US$ 971 milhões, enquanto o mercado estimava cerca de US$ 980 milhões.
Executivos atribuíram parte da pressão a fatores externos: Impactos indiretos de tarifas comerciais e redução de investimentos publicitários por grandes varejistas norte-americanos. Segundo a administração, o ambiente trouxe um “choque exógeno” que afetou a visibilidade de receitas e ampliou a volatilidade do desempenho trimestral.
O mercado reagiu de forma contundente. As ações atingiram níveis não vistos desde as mínimas do período pandêmico e registraram oscilações diárias acima de dois dígitos. Historicamente, os papéis do Pinterest apresentam variações médias próximas de 13% após resultados, porém, a queda presente superou esse padrão.
Outro fator de preocupação foi a reestruturação anunciada no início do ano, envolvendo demissões de até 15% do quadro de funcionários e redução de escritórios. Embora o objetivo seja liberar recursos para tecnologia, investidores interpretaram como sinal defensivo diante de um crescimento considerado insuficiente.
A empresa está implementando o uso de inteligência artificial para automatizar anúncios e aprimorar experiências de compra visual. A empresa busca se transformar de plataforma de inspiração em um assistente de e-commerce orientado por IA, mirando maior eficiência publicitária e aumento do ticket médio dos anunciantes.
Entretanto, as gigantes consolidadas Meta e TikTok continuam capturando grande parte dos orçamentos de marketing digital, enquanto novas formas de anúncios envolvendo ferramentas de IA ampliam a disputa, ofuscando o poder de diferenciação de plataformas menores.
Analistas de mercado revisaram recomendações e preços-alvo. Instituições financeiras destacaram menor visibilidade de gastos publicitários em regiões-chave e pressão sobre margens decorrente de investimentos mais elevados. Mesmo assim, alguns relatórios apontam potencial de longo prazo caso a estratégia de automação e diversificação avance.
Do ponto de vista de avaliação, o Pinterest passou a negociar próximo de 9,5 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, múltiplo semelhante ao de concorrentes diretos menores e bem inferior ao de empresas líderes do setor. Ainda assim, o desconto se deve aos riscos percebidos e incertezas estruturais.
Em contraste com os números financeiros, a base de usuários foi o melhor ponto do balanço. Os usuários ativos mensais globais cresceram 12% em relação ao ano anterior, atingindo 619 milhões, um recorde histórico para o Pinterest. O avanço, especialmente entre a Geração Z, mostra tração de audiência, mas que ainda exige monetização mais eficiente.
O Pinterest também é negociado na B3 por meio da BDR (BOV:P2IN34), que também operava em baixa acentuada no momento da publicação.
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Crédito da imagem: Canva
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