O BNDES aceitou a oferta feita pela empresa norte-americana AES Corporation pelas ações da AES Tietê. Com a venda, o banco vai receber R$ 1,27 bilhão e manter 9% da companhia de geração de energia.

A AES Tietê é negociada na B3 através dos papéis: (BOV:TIET3) (BOV:TIET4) e a mais líquida (BOV:TIET11). Em 2020, as ações com maior volume já valorizaram 3,61% até o momento. A empresa divulga o resultado do 2T20 no dia 05 de agosto.

A informação foi confirmada pela AES Tietê na noite desta segunda-feira (27), que anexou no comunicado a carta do BNDES com o resultado.

O banco já tinha sinalizado que aceitaria a proposta da AES. No entanto, a Eneva, que também concorria, mudou sua oferta. A empresa aumentou de R$ 727,9 milhões para R$ 1,99 bilhão a parte de pagamento em dinheiro. Também elevou de 10% para 17% o prêmio por ação. Com isso, a discussão avançou até depois das 21h de 2ª (27.jul).

A Eneva argumentou que faria mais sentido valorizar as ações, para a formação de uma companhia integrada e que ganharia competitividade no setor de energia. Já a AES afirmou que a fusão causaria uma “poluição” na carteira de ativos renováveis da Tietê, uma vez que seriam adicionadas temelétricas movidas a carvão.

A reunião entre diretoria e conselheiros do banco avaliou a nova proposta da Eneva na segunda-feira, mas considerou o volume de caixa como essencial e o risco societário alto e um processo potencialmente moroso na proposta da companhia.

Segundo o Valor Econômico, o motivo do BNDES para aceitar a proposta da AES foi de que preferia manter o propósito de seu processo, que é o desinvestimento o dinheiro no caixa.

A BR Partners assessorou o BNDES, o banco Credit Suisse assessorou a AES, Eno BTG assessorou a Eneva.

AES TIETÊ (BOV:TIET11)
Gráfico Histórico do Ativo
De Out 2020 até Nov 2020 Click aqui para mais gráficos AES TIETÊ.
AES TIETÊ (BOV:TIET11)
Gráfico Histórico do Ativo
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