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Fluxo Cambial

O fluxo cambial indica o volume de divisas externas que entram ou saem do Brasil. Ele é calculado com base nos saldos do fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) e do fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações).

Fluxo Cambial = Saldo Comercial + Saldo Financeiro

O volume de moedas estrangeiras que entram e saem do Brasil é divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), com os valores convertidos em dólares norte-americanos. A divulgação do fluxo cambial em bases semanais é realizada desde 1982, ano de início da série histórica do indicador.

 

Saldo Comercial

O saldo comercial é o indicador econômico que representa a relação entre o total de exportações e importações de bens e serviços de um país em determinado período.

Saldo Comercial = Exportações - Importações

Quando o total de exportações de bens e serviços for superior ao total de importações, registra-se um superávit no saldo comercial. O superávit comercial é um fator positivo na economia de um país, já que mostra que o mesmo está exportando (vendendo) mais bens e serviços do que está importando (comprando). O resultado positivo do saldo comercial gera um lucro que pode ser utilizado para investir no próprio sistema econômico do país.

Superávit do Saldo Comercial = Exportações > Importações

Quando o total de exportações de bens e serviços for inferior ao total de importações, registra-se um déficit no saldo comercial. O déficit comercial é um fator negativo na economia de um país, já que mostra que o mesmo está exportando (vendendo) menos bens e serviços do que está importando (comprando). O resultado negativo do saldo comercial gera um prejuízo que deve ser coberto pelas reservas financeiras do país.

Déficit do Saldo Comercial = Importações > Exportações

Quando o saldo do fluxo cambial é positivo significa que entraram no País mais divisas do que saíram. Quando ocorre o movimento contrário, o saldo do fluxo cambial é negativo, significando que saíram do País mais divisas do que entraram.

 

Saldo Financeiro

O saldo financeiro refere-se ao movimento de fluxos financeiros entre o país e o exterior, comportando cinco tipos de operações: 

Investimento Estrangeiro Direto

Saldo entre o valor total empregado por investidores não residentes para a compra ou criação de uma nova empresa no país (Investimento Estrangeiro Direto do Exterior no País) e o valor total empregado por investidores residentes para a compra ou criação de uma nova empresa no exterior (Investimento Estrangeiro Direto do País no Exterior).

Investimento de Carteira

Saldo entre a compra, no país, de produtos financeiros por investidores não residentes (Investimento de Carteira do Exterior no País) e a compra, no exterior, de produtos financeiros por investidores residentes no país (Investimento de Carteira do País no Exterior). O investimento em carteira refere-se à compra e venda de ações de empresas e títulos públicos e privados, que ocorrem no ambiente de bolsa de valores e/ou mercado de balcão de títulos e ações. 

Investimento em Derivados Financeiros

Saldo entre a compra, no país, de drivados financeiros por investidores não residentes (Investimento em Derivados Financeiros do Exterior no País) e a compra, no exterior, de derivados financeiros por investidores residentes no país (Investimento em Derivados Financeiros do País no Exterior). O investimento em derivados financeiros refere-se à compra e venda de contratos com vencimento futuro de instrumentos financeiros, que ocorrem no ambiente de bolsa de mercadorias e futuros.

Outro Investimento

Este investimento corresponde aos créditos comerciais e aos ativos não considerados reserva, incluindo também a obtenção de empréstimos por residentes ou a constituição de depósitos em bancos não residentes.

Ativos de Reservas

Este item inclui os ativos de investidores não residentes no país, expressos em moedas estrangeiras. Exemplo: títulos do Banco do Brasil denominados em real e emitidos por entidades estrangeiras.

 

Fluxo Cambial Positivo

Quando o saldo do fluxo cambial é positivo significa que entraram no país, em determinado período, mais divisas – expressas em dólar – do que saíram. Ou seja, somando todos os valores que entraram e que saíram entre as operações comerciais e financeiras do Brasil com os demais países, o total de valores (previamente convertidos em dólares norte-americanos) que entrou no país foi superior ao que saiu.

 

Fluxo Cambial Negativo

Quando o saldo do fluxo cambial é negativo significa que saíram do país, em determinado período, mais divisas – expressas em dólar – do que emtraram. Ou seja, somando todos os valores que entraram e que saíram entre as operações comerciais e financeiras do Brasil com os demais países, o total de valores (previamente convertidos em dólares norte-americanos) que saiu do país foi superior ao que entrou.

 

Fluxo Cambial x Cotação do Dólar

O fluxo cambial demonstra a quantidade de fluxos de capital, que são direcionados para dentro e para fora do país por investidores estrangeiros. Um fluxo de capital positivo é essencial para a economia de mercados em desenvolvimento e emergentes. Ele contribui para o aumento de investimentos e para o financiamento de eventuais déficits em conta.

Um fluxo cambial positivo tende a aumentar a oferta de dólar no país, diminuindo a pressão compradora, o que faz com que o preço da moeda norte-americana caia ante o real. Por outro lado, um fluxo cambial negativo tende a diminuir a oferta de dólar no país, aumentando a pressão compradora, o que faz com que o preço da moeda norte-americana suba ante o real.

Uma entrada de dólares no país maior do que a esperada deve ser considerada como um fator positivo (bullish) para o real brasileiro (BRL). Por sua vez, uma saída de dólares acima do esperado deve ser tomada como um fator negativo (bearish) para o BRL.

 

Fluxo Cambial do Brasil em 2020

Iniciada a quadrgésima semana do ano, o Brasil apresenta um fluxo cambial negativo de US$ 18,697 bilhões no acumulado de 2020. Esse resultado é fruto de um saldo comercial positivo acumulado de US$ 33,508 bilhões e de um saldo financeiro negativo acumulado de US$ 52,205 bilhões.

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Fluxo Cambial do Brasil em 2019

O fluxo cambial brasileiro fechou 2019 com um saldo negativo de US$ 44,768 bilhões. Foi o pior resultado desde o início da série histórica registrada pelo Banco Central, iniciada em 1980, superando o déficit cambial US$ 16,18 bilhões registrado em 1999. Desde outubro, já se sabia que o fluxo cambial alcançaria seu recorde negativo em 2019. Naquele mês, o fluxo acumulado ficou negativo em US$ 21,46 bilhões.

O resultado pífio foi fruto, principalmente, de um saldo negativo de US$ 62,244 bilhões na conta financeira. No ano anterior, o déficit cambial na conta financeira tinha sido de US$ 48,735 bilhões. A conta comercial, por sua vez, fechou 2019 com um saldo positivo de US$ 17,475 bilhões, valor bem menor que o superávit de US$ 47,740 bilhões registrado em 2018.

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Fluxo Cambial do Brasil em 2018

O fluxo cambial total de 2018 ficou negativo em US$ 995 milhões. Em 2017, o resultado havia sido positivo em US$ 625 milhões.

O montante representa a totalidade do movimento do ano passado, porque no dia 31 de dezembro não houve registro de operações. Chama atenção o fato de o fluxo acumulado em 2018 ter passado de positivo para negativo na semana passada. Isso ocorreu em função do forte movimento de remessas na conta financeira visto em dezembro, com empresas e fundos enviando recursos ao exterior.

A saída pelo canal financeiro em 2018 foi de US$ 48,735 bilhões. O resultado é fruto de aportes no valor de US$ 524,655 bilhões e de envios no total de US$ 573,390 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo anual acumulado em 2018 ficou positivo em US$ 47,740 bilhões, com importações de US$ 179,080 bilhões e exportações de US$ 226,820 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 34,173 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 74,912 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 117,735 bilhões em outras entradas.

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Fluxo Cambial do Brasil em 2017

Em 2017, as atividades econômicas diversas trouxeram mais dólares para o Brasil do que levaram para fora do país. Ao todo, o saldo positivo foi de US$ 625 milhões. No total, a entrada de dólares em transações chegou a US$ 678,336 bilhões, enquanto a saída somou US$ 677,711 bilhões.

Na balança comercial, as exportações totalizaram US$ 195,612 bilhões, enquanto a saída foi de US$ 142,688 bilhões, resultando em um superavit de US$ 52,924 bilhões. Nas transações envolvendo papel-moeda, o desempenho foi o inverso, com compras de US$ 482,724 bilhões e vendas de US$ 535,023 bilhões, produzindo um deficit de US$ 52,299 bilhões.

O superavit comercial recorde em 2017 se deveu ao aumento das exportações e das importações durante o ano. Bem diferente do saldo aferido em 2016, quando o resultado positivo ocorreu em virtude de uma queda nas importações de 20% e também das exportações de 3,5%, em relação a 2015. 

 

Fluxo Cambial do Brasil em 2016

O Brasil fechou 2016 com saldo de fluxo cambial negativo, repetindo o que ocorrera em 2013 e 2014. Isso significa que saíram mais dólares do país do que entraram ao longo do ano. O fluxo cambial brasileiro ficou negativo em US$ 4,2542 bilhões.

Apesar do ótimo ano para a balança comercial brasileira, que registrou um superávit de US$ 47,309 bilhões, o saldo negativo de US$ 51,562 bilhões da balança financeira acabou sendo primordial para o resultado final.

 

Fluxo Cambial do Brasil em 2015

Em 2015, mesmo com toda a desconfiança política, em relação ao Governo Federal recém reeleito, e de diversos indicadores econômicos bastante ruins, que levaram o Brasil a perder o selo de bom pagador por duas agências de classificação de risco, o fluxo cambial total brasileiro ficou positivo em US$ 9,414 bilhões.

Este foi o melhor resultado referente ao fluxo cambial, para o período de um ano, desde 2012. A entrada líquida de US$ 25,486 bilhões através da balança comercial, que registrou seu melhor desempenho desde 2011, mais do que compensou o terceiro déficit consecutivo registrado pela balança financeira.

O bom resultado vem em um ano marcado pela forte alta do dólar em relação ao real, que torna os produtos brasileiros mais baratos para compradores estrangeiros. A moeda norte-americana subiu 48,5% em 2015, registrando a maior valorização nos últimos treze anos. Ainda assim, a balança financeira – por onde passam os investimentos estrangeiros diretos, em portfólio e outros – terminou o ano com um déficit de US$ 16,071 bilhões. Mesmo com a taxa básica de juros brasileira estipulada 14,25% ao ano, maior nível desde 2006, os investidores estrangeiros preferiram tirar seus investimentos do país.

 

Fluxo Cambial do Brasil em 2014

O fluxo cambial brasileiro encerrou o ano de 2014 negativo em US$ 9,287 bilhões. Isso significa que a saída de dólares do país superou a entrada.

O saldo negativo no ano foi causado, principalmente, pelo segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), que apresentou saídas em dólares maiores que entradas em US$ 13,424 bilhões.

O segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), por sua vez, registrou saldo positivo de US$ 4,137 bilhões.

 

Fluxo Cambial do Brasil em 2013 

O fluxo cambial brasileiro registrou déficit de US$ 12,261 bilhões em 2013, o pior resultado em mais de uma década, num sinal de que as saídas de recursos devem continuar e colocar mais pressão sobre a cotação do dólar em relação ao real. O resultado de 2013 também foi o primeiro negativo desde 2008, no auge da crise financeira global. 

O resultado negativo no ano é o pior desde 2002, quando o saldo foi negativo em US$ 12,989 bilhões, e foi afetado pelo forte déficit na conta financeira, de US$ 23,396 bilhões no período. Já a conta comercial registrou entrada líquida de US$ 11,136 bilhões em 2013.