Mercado Diário: Ibovespa fecha praticamente estável em pregão marcado por fusão entre Oi e Portugal Telecom

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São Paulo, 02 de Outubro de 2013 – O principal índice acionário do Brasil fechou a sessão de negociação desta quarta-feira praticamente estável, após passar a maior parte do dia operando no azul. Logo pela manhã, o mercado surpreendeu-se positivamente com a notícia da fusão entre a Oi e a Portugal Telecom. No final do dia, porém, a empolgação dos investidores com as ações da Oi diminuiu e o Ibovespa passou a sentir o peso da queda das ações da OGX.

O Ibovespa fechou o pregão com leve desvalorização de 0,15%, cotado em 53.100 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 4,66 bilhões de reais – praticamente a metade do volume médio diário de 2013.

Ao longo do dia, as ações preferenciais da Oi (OIBR4) chegaram a subir 12,8% após o anúncio da fusão com a Portugal Telecom, uma de suas principais acionistas, mas perderam ímpeto e fecharam o pregão com alta de 5,21%.

A aguardada fusão entre a Oi e a Portugal Telecom levou as ações preferenciais da empresa brasileira a seu maior giro diário. O papel movimentou R$ 318,9 milhões, equivalente a quase dez vezes a média diária de R$ 39,5 milhões registrada nos últimos 12 meses, superando a negociação de empresas como Petrobras, OGX e Vale no pregão de hoje.

A reversão do movimento de alta do Ibovespa foi puxado principalmente pela forte queda no valor das ações da OGX (OGXP3) na parte da tarde. No pregão anterior, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s tinha rebaixado o rating da empresa do setor de petróleo, que decidiu não pagar juros remuneratórios no valor de cerca de US$ 45 milhões decorrentes de bônus emitidos no exterior. (Leia mais)

O cenário externo também ajudou a mudar o humor do mercado. Os principais índices de bolsa de valores americanos fecharam no vermelho com a falta de evolução nos debates entre democratas e republicanos para tirar o governo de sua primeira paralisação em 17 anos.

A falha em aprovar um plano orçamentário para o país fez com que os investidores antecipassem um novo impasse para a elevação do teto da dívida dos EUA, que deve ser aprovada em 15 dias a fim de que a maior economia do mundo evite um calote.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o mercado deve ficar preocupado com o que está acontecendo em Washington, com uma facção de republicanos dispostos a permitir que o país entre em default.

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