IPC-DI: conta de luz e passagens de ônibus pressionam inflação ao consumidor em Janeiro

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Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2015 – O Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI), aferido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 1,73% no primeiro mês do ano. A valorização foi puxada, principalmente, pela forte alta das tarifas de energia elétrica e de ônibus urbano.

O preço da tarifa de eletricidade residencial disparou no início do ano: valorização de 9,41% em janeiro ante valorização de 2,65% em dezembro – diferença de 7,06%. O valor da tarifa de ônibus urbano também disparou em janeiro: valorização de 9,18%, ante valorização de 0,43% em dezembro – diferença de 8,75%.

O preço da batata-inglesa foi o item que apresentou a maior diferença entre as variações de preço registradas em janeiro de 2015 (36,79%) e dezembro de 2014 (19,44%): 17,35%.

Outros itens que registraram aumento considerável de preço em janeiro, na comparação com o mês anterior, foram: curso de ensino superior, que subiu 8,30% em janeiro e 0,00% em dezembro (diferença de variação de 8,30%); e curso de ensino fundamental, que subiu 10,07% em janeiro e 0,00% em dezembro (diferença de variação de 10,07%).

Alguns itens contribuíram para que a valorização do IPC-DI em janeiro de 2015 não fosse maior. As cinco principais influências negativas do Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna no primeiro mês do ano foram: preço de passagem aérea, que caiu -11,12% em janeiro e subiu 14,70% em dezembro (diferença de variação de -25,82%); preço de tarifa de táxi, que caiu -5,04% em janeiro e subiu 8,67% em dezembro (diferença de variação de -13,71%); preço do leite tipo longa vida, que caiu -1,58% em janeiro e -4,08% em dezembro (diferença de variação de 2,50%); preço da blusa feminina, que caiu -2,15% em janeiro e subiu 1,33% em dezembro (diferença de variação de -4,48%); e preço do perfume, que caiu -1,47% em janeiro e subiu 0,37% em dezembro (diferença de variação de -1,84%).

o IPC mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. Sua pesquisa de preços se desenvolve diariamente, cobrindo as sete principais capitais do país. Os preços são coletados entre os dias 01 e 31 do mês de referência.

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