IBC-Br registra variação mensal negativa de 0,11% no primeiro mês de 2015

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Rio de Janeiro, 15 de Março de 2015 – O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um parâmetro preliminar da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, registrou variação negativa de 0,11% em janeiro de 2015 na comparação com dezembro de 2014. Essa taxa mensal de variação foi obtida após ajustes sazonais dos componentes do indicador e representa o pior resultado mensal, para meses de janeiro, desde 2012, quando o índice registrou queda de 1,34%.

Em 2014, o IBC-Br subiu 1,11% na margem em janeiro e, no ano anterior, 0,63% no mesmo período. Vale destacar, no entanto, que a queda de três anos atrás foi fortemente influenciada por uma base alta de comparação e agora, o recuo, foi observado pela segunda vez consecutiva. Todas variações citadas foram obtidas pela série de dados dessacionalizados.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos. Esse indicador serve como parâmetro para avaliar o ritmo de crescimento da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que subiram 2,0% e 0,6% no primeiro mês do ano, respectivamente.

Em dezembro de 2014, o IBC-Br havia caído 0,57% na comparação com o mês anterior, em resultado dessacionalizado e revisado pelo Banco Central (BC) após divulgar anteriormente queda de 0,55%.

Ainda de acordo com a série dessacionalizada, no acumulado dos últimos doze meses, entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2015, o IBC-Br apresenta contração de 0,39%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador escancara ainda mais o movimento de retração da economia brasileira: queda de 1,34%. Sem o ajuste sazonal dos dados, a variação sobre o resultado de janeiro de 2014 chega a 1,75%.

Os números sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira divulgados janeiro reforçam a visão dos economistas em atividade no país, que, em sua esmagadora maioria, acham que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai encolher em 2015.

No Boletim Focus, a pesquisa semanal que captura as apostas dos principais analistas financeiros de mais de cem bancos, corretoras e consultorias, a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2014 diminuiu pela 11ª semana seguida, e atingiu o menor patamar do ano, até o momento: retração de 0,78%. Em janeiro, os analistas financeiros apostavam em um pequeno avanço de 0,5% da economia brasileira.

A previsão do Boletim Focus para a inflação acumulada ao longo de 2015 subiu para 7,93%. No início do ano era de 6,56%. A taxa básica de juros deve terminar 2015 em 13,0%, contra aposta inicial de 12,5%. E em relação ao dólar, a previsão da cotação da moeda norte-americana no final de 2015 passou de R$ 2,80 em janeiro para R$ 3,06 no último relatório.

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