Veja quais foram os itens que mais pressionaram o aumento da inflação medida pelo IPCA em Fevereiro de 2015

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Rio de Janeiro, 06 de Março de 2015 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de fevereiro apresentou oscilação mensal de 1,22%. Essa taxa de variação é 0,02% menor que a valorização registrada no mês anterior (1,24%) e 0,53% maior que a aferida em fevereiro de 2014 (0,69%). foi o aumento nas despesas com Transportes (de 1,83% para 2,20%). Esse grupo respondeu por 33,61% da valorização do indicador no mês, o equivalente a 0,41 ponto percentual. Dentre os muitos itens de transporte cujos preços foram reajustados no segundo mês do ano, a gasolina foi o que exerceu o maior peso sobre a variação mensal do IPCA. O preço da gasolina sofreu um reajuste de 8,42%, refletindo o aumento nas alíquotas do PIS/COFINS, e respondeu por 25,41% da alta mensal do índice de preços em fevereiro.

Assim como a gasolina, a alta de 5,32% no óleo diesel, que também resultou do aumento nas alíquotas do PIS/COFINS, e alta de 7,19% nos preços do etanol impulsionaram fortemente a variação mensal do grupo Transportes. Além disso, outros gastos importantes também apresentaram elevação: passagem de trem (+3,10%);  preço de automóvel novo (+2,88%); tarifa de ônibus urbano (+2,73%); passagem de metrô (+2,67%); tarifa de ônibus intermunicipal (+1,68%); tarifa de táxi (+1,21%) e custo de conserto de automóvel (+1,20%).

Em relação às tarifas dos ônibus urbanos, houve pressão inflacionária das seguintes regiões: São Paulo (+3,55%); Rio de Janeiro (+1,49%); Recife (+5,09%); Salvador (+1,09%); Fortaleza (+5,26%); Curitiba (+10,53%); Goiânia (+7,14%); e Porto Alegre (+2,03%). Quanto aos ônibus intermunicipais, as regiões que mais influenciaram o forte aumento de preços foram: Curitiba (9,61%), com reajuste de 12,00% em 08 de fevereiro; Salvador (5,74%), com reajuste de 9,00% em 13 de fevereiro e Rio de Janeiro (2,37%) com 12,46% em 10 de janeiro.

Apesar do grupo Transportes ter sido o principal responsável pela forte alta do IPCA em fevereiro, o grupo Educação foi o que apresentou a maior taxa de valorização ao longo do mês. O principal destaque desse grupo foi o aumento do valor das mensalidades regulares, que subiram 7,24% em função dos reajustes praticados no início do ano letivo. À exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste, nas demais regiões as variações dos cursos regulares situaram-se entre os 5,11% da região metropolitana de Porto Alegre e os 9,78% do Rio de Janeiro. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma e informática entre outros), a variação foi de 7,14%.

Outro grupo que apresentou valorização significativa de preços no segundo mês de 2015 foi o de Habitação. O principal destaque da alta de 1,22% registrada para os itens desse grupo foi a alta de 3,14% das tarifas de energia elétrica. Em São Paulo (5,84%), foi registrado parte do reajuste de 3,77% nas tarifas de uma das concessionárias em vigor desde 08 de janeiro. Além disso, a variação de preços da energia elétrica refletiu movimentos nos valores dos impostos e parcela residual do efeito da aplicação do Sistema de Bandeiras Tarifárias sobre as contas, a partir de primeiro de janeiro.

Além do custo da energia elétrica, outros gastos com Habitação também se elevaram de janeiro para fevereiro, tais como: condomínio (0,99%); mão de obra pequenos reparos (0,92%); gás de botijão (0,91%); artigos de limpeza (0,81%); e aluguel residencial (0,64%).

Com reajustes ocorridos em 31 de dezembro, 12 de janeiro e 02 de fevereiro, conforme marca e região, o item cigarro apresentou variação de 1,16%. Além dele, os itens excursão (6,93%), cabeleireiro (1,09%) e manicure (1,04%) sobressaíram no grupo das Despesas Pessoais (0,86%).

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,60%) destacaram-se os serviços médicos e dentários (1,14%) e os artigos de higiene pessoal (0,89%).

Já no grupo dos Artigos de Residência (0,87%), a alta foi puxada pelos eletrodomésticos, cujos preços se elevaram em 2,15%, e pelos serviços de conserto e manutenção de equipamentos domésticos, que subiram 1,70%.

Quanto ao grupo dos alimentos, com alta de 0,81%, observa-se redução no ritmo de crescimento de preços tendo em vista a taxa de 1,48% registrada no mês anterior. Os alimentos consumidos fora de casa, cuja taxa foi de 0,95% ficou acima daqueles consumidos em casa (0,74%).

Registre-se, por fim, que dois grupos se apresentaram em queda no mês: Vestuário, com – 0,60%, reflexo das promoções ocorridas no mercado, e Comunicação, com -0,02%, tendo em vista a redução média de 22,00% nas tarifas de telefonia fixa para móvel, a partir de 24 de fevereiro.

O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário mensal de 01 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos.

A coleta de preços é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos, abrangendo as 13 (treze) principais regiões metropolitanas do país: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Campo Grande.

Para cálculo do IPCA em fevereiro de 2015 foram comparados os preços coletados no período de 29 de janeiro a 27 de fevereiro de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2014 a 28 de janeiro de 2015 (base).

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