Exportações brasileiras obtém pior mês de Abril desde 2010

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Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2015 – As exportações brasileiras somaram US$ 15,156 bilhões no quarto mês do ano, alcançando o sexto melhor resultado para meses de abril desde o início da série histórica apurada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Este, porém, também foi o menor valor de bens e serviços exportados para um mês de abril desde 2010.

Na comparação com o terceiro mês do ano (US$ 16,979 bilhões), as vendas brasileiras para o exterior diminuíram 10,74%. Com exceção dos produtos básicos, que mais uma vez concentraram a grande maioria das exportações nacionais no mês (49,80%) e registram aumento mensal de 0,31%, todas as demais categorias de fatores agregados apresentaram um resultado menor em abril do que em março. Já se compararmos as vendas externas de abril de 2015 com as vendas realizadas no mesmo mês do ano anterior (US$ 19,724 bilhões), percebe-se um decréscimo 23,16%. Tal recuo foi puxado pelas vendas de produtos básicos, que decresceram 28,85% entre os períodos. Todos os demais produtos vendidos para o exterior no mês atual apresentaram crescimento quando comparados à abril de 2014.

Considerando apenas os vinte dias úteis do mês, o país exportou, em média, US$ 757,8 milhões por dia em abril de 2015. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, que também teve vinte dias úteis, houve retração nas vendas de produtos básicos (-28,85%), manufaturados (-14,93%) e semimanufaturados (-19,95%).

Na comparação com março de 2015, houve aumento na média das vendas externas de produtos básicos (10,34%). Porém, houve diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-23,25%) e produtos manufaturados (-7,34%) de um mês para o outro.

Confira todos os detalhes sobre as exportações brasileiras em Abril de 2015

No grupo dos básicos decresceram principalmente: milho em grão (-74,3%, para US$ 32 milhões), minério de ferro (-43,7%, para US$ 1,2 bilhão), soja em grão (-38,7%, para US$ 2,5 bilhões), carnes salgadas (-35,0%, para US$ 43 milhões), farelo de soja (-33,9%, para US$ 469 milhões), miudezas de animais comestíveis (-21,5%, para US$ 34 milhões), carne suína (-21,2%, para US$ 86 milhões), carne de frango (-18,3%, para US$ 483 milhões), carne bovina (-17,9%, para US$ 347 milhões), fumo em folhas (-8,5%, para US$ 89 milhões) e café em grão (-6,4%, para US$ 469 milhões). Dentre os principais produtos exportados cresceram trigo em grão (de US$ 1 milhão para US$ 38 milhões), algodão em bruto (+102,5%, para US$ 82 milhões), minério de cobre (+27,4%, para US$ 162 milhões) e petróleo em bruto (+0,9%, para US$ 1,1 bilhão).

Quanto aos semimanufaturados, decresceram as vendas, principalmente, de ferro fundido (-85,8%, para US$ 15 milhões), ouro em forma semimanufaturada (-56,7%, para US$ 71 milhões), açúcar em bruto (-32,6%, para US$ 213 milhões), semimanufaturados de ferro/aço (-27,5%, para US$ 161 milhões), catodos de cobre (-27,1%, para US$ 15 milhões), borracha sintética (-22,3%, para US$ 18 milhões), óleo de soja em bruto (-20,8%, para US$ 80 milhões), ferro-ligas (-19,7%, para US$ 198 milhões), couros e peles (-19,0%, para US$ 206 milhões), estanho em bruto (-15,6%, para US$ 13 milhões), catodos de níquel (-4,9%, para US$ 18 milhões) e celulose (-4,6%, para US$ 420 milhões). Por outro lado, cresceram alumínio em bruto (+54,5%, para US$ 77 milhões), madeira serrada (+18,5%, para US$ 40 milhões) e ceras vegetais (+5,3%, para US$ 13 milhões).

No grupo dos manufaturados, quando comparado com abril de 2014, decresceram as vendas principalmente de: óleos combustíveis (-71,0%, para US$77 milhões), açúcar refinado (-43,0%, para US$ 95 milhões), automóveis de passageiros (-28,1%, para US$ 216 milhões), máquinas para terraplanagem (-24,3%, para US$ 121 milhões), aviões (-21,9%, para US$ 288 milhões), motores e geradores (-19,8%, para US$ 137 milhões), autopeças (-14,2%, para US$ 196 milhões), bombas e compressores (-14,1%, para US$ 95 milhões), medicamentos (-12,2%, para US$ 83 milhões), motores para veículos e partes (-11,9%, para US$ 173 milhões), pneumáticos (-11,0%, para US$ 96 milhões), obras de mármore e granito (-6,3%, para US$ 73 milhões) e veículos de carga (-2,8%, para US$ 128 milhões). Por outro lado cresceram as vendas de tubos flexíveis de ferro/aço (+101,0%, para US$ 101 milhões), tratores (+28,6%, para US$ 86 milhões), óxidos e hidróxidos de alumínio (+20,4%, para US$ 231 milhões), polímeros plásticos (+17,4%, para US$ 133 milhões), laminados planos (+11,6%, para US$ 93 milhões) e papel e cartão (+5,2%, para US$ 100 milhões).

Exportações Acumuladas no Ano

No primeiro quadrimestre de 2015, houve retração nas exportações de produtos básicos (-23,6%), manufaturados (-11,3%) e semimanufaturados (-2,5%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição de receita de: minério de ferro (-45,1%, para US$ 5,0 bilhões), soja em grão (-41,0%, para US$ 5,1 bilhões), carne bovina (-24,2%, para US$ 1,3 bilhão), carne suína (-23,2%, para US$ 283 milhões), carne de frango (-10,9%, para US$ 1,8 bilhão), milho em grão (-6,6%, para US$ 965 milhões), farelo de soja (-6,3%, para US$ 1,7 bilhão) e petróleo em bruto (-4,0%, para US$ 3,8 bilhões). Por outro lado cresceram as vendas de trigo em grão (de US$ 9 milhões para US$ 284 milhões), algodão em bruto (+90,7%, para US$ 326 milhões), minério de cobre (+43,6%, para US$ 684 milhões), fumo em folhas (+30,8%, para US$ 533 milhões) e café em grão (+25,9%, para US$ 2,0 bilhões).

No grupo dos manufaturados, ocorreu retração principalmente: óleos combustíveis (-68,8%, para US$ 354 milhões), hidrocarbonetos e seus derivados (-37,0%, para US$ 235 milhões), motores e geradores (-22,9%, para US$ 460 milhões), máquinas para terraplanagem (-20,8%, para US$ 485 milhões), automóveis de passageiros (-19,0%, para US$ 870 milhões), pneumáticos (-17,1%, para US$ 360 milhões), polímeros plásticos (-16,5%, para US$ 499 milhões), medicamentos (-15,7%, para US$ 318 milhões), autopeças (-14,7%, para US$ 756 milhões), bombas e compressores (-14,1%, para US$ 369 milhões), calçados (-13,9%, para US$ 310 milhões), chassis com motor (-12,6%, para US$ 231 milhões), tubos de ferro fundido (-11,8%, para US$ 416 milhões), motores para veículos e partes (-11,6%, para US$ 673 milhões), açúcar refinado (-9,8%, para US$ 562 milhões) e veículos de carga (-9,5%, para US$ 446 milhões). Por outro lado, cresceram: tubos flexíveis de ferro/aço (+44,0%, para US$ 311 milhões), laminados planos (+41,4%, para US$ 532 milhões), óxidos e hidróxidos de alumínio (+29,3%, para US$ 895 milhões), suco de laranja não congelado (+16,1%, para US$ 297 milhões), suco de laranja congelado (+8,8%, para US$ 362 milhões), aviões (+4,2%, para US$ 970 milhões) e tratores (+1,6%, para US$ 278 milhões).

Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: açúcar em bruto (-13,8%, para US$ 1,7 bilhão), borracha (-13,6%, para US$ 72 milhões), couros e peles (-12,2%, para US$ 838 milhões), ferro fundido (-10,9%, para US$ 277 milhões), ferro-ligas (-9,3%, para US$ 848 milhões), óleo de soja em bruto (-8,6%, para US$ 270 milhões) e ouro em forma semimanufaturada (-2,1%, para US$ 541 milhões). Por outro lado, cresceram catodos de cobre (+55,7%, para US$ 140 milhões), catodos de níquel (+39,6%, para US$ 76 milhões), madeira serrada (+15,5%, para US$ 145 milhões), semimanufaturados de ferro/aço (+11,7%, para US$ 967 milhões), alumínio em bruto (+3,6%, para US$ 227 milhões) e celulose (+2,3%, para US$ 1,7 bilhão).

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