Brasil: Volume do setor de serviços caiu 3,5% em Agosto de 2015

LinkedIn

São Paulo, 15 de Outubro de 2015 – De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços brasileiro fechou o oitavo mês de 2015 com uma diminuição de volume de serviços de 3,5%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A taxa acumulada no ano ficou em -2,6% e em 12 meses, -1,1%.

A receita nominal registrou crescimento de 1,0%, configurando-se como a segunda menor taxa da série iniciada em 2012, sendo a de fevereiro de 2015 (0,9%), a menor. A taxa acumulada da receita nominal no ano atingiu 2,1% e em 12 meses, 3,0%.

No oitavo mês de 2015, quatro dos dos cinco segmentos do setor de serviços registraram variações negativas, cujos resultados, por ordem de variação, foram: Outros serviços (-12,5%), Serviços prestados às famílias (-8,2%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,2%), e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,4%). Apenas o segmento de Serviços de informação e comunicação apresentou variação nominal positiva (0,2%).

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

O segmento de Serviços prestados às famílias apresentou uma queda de 8,2% no volume de serviços em agosto sobre igual mês do ano anterior, a segunda maior queda da série iniciada em janeiro de 2012, (a maior queda, de 9,1%, foi registrada em maio de 2015), contra -1,9% de julho e de -2,6% de junho, mantendo a série constante de variações negativas de volume a partir de maio de 2014. A variação acumulada no ano ficou em -4,8% e, em 12 meses, -4,3%. Os Serviços de alojamento e alimentação e Outros serviços prestados às famílias apresentaram retração de 8,7% e 5,2%, respectivamente. A redução do poder aquisitivo da população ocupada em relação à agosto de 2014, evidenciado pelo recuo de 3,5% no rendimento médio real habitual e de 5,4% na massa de rendimento médio real habitual da população ocupada, combinado com a variação de preços do item “alimentação fora do domicílio” acima da média global do IPCA de agosto, contribuíram para que os Serviços prestados às famílias registrassem a retração de 8,2% no volume de serviços.

Os Serviços de informação e comunicação registraram crescimento no volume de serviços de 0,2% em agosto, na comparação com igual mês do ano anterior, contra -0,2% de julho e -0,8% de junho. A variação acumulada no ano ficou em 1,2% e em 12 meses, 1,7%. Os Serviços de tecnologia da informação e comunicação-TIC apresentaram variação negativa de 0,5% no volume de serviços, com destaque para Telecomunicações, com -1,4% e Serviços de tecnologia da informação, com crescimento de 2,6%. Os Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, apresentaram crescimento de 5,3% no volume de serviços

O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares apresentou queda no volume de serviços de 5,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra uma queda de 3,9% em julho e de 1,3% de junho. A variação de volume acumulada no ano ficou em -2,4% e em 12 meses, -1,0%. Os Serviços técnico-profissionais, correspondentes aos serviços intensivos em conhecimento, apresentaram recuo de 5,3% em volume de serviços e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem as atividades intensivas em
mão-de-obra, recuo de 5,1%.

O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou uma variação negativa de volume de 4,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em julho e junho, o segmento registrou variações negativas de 8,5% e 3,6%, respectivamente. A variação de volume acumulada no ano ficou em -5,6% e, em 12 meses, -3,2%. Por modalidade, os resultados de volume foram: Transporte terrestre, com -10,5%, Transporte aquaviário, com 20,9% e Transporte aéreo, com 17,4%. A atividade de Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio apresentou decréscimo de 2,8%. O resultado negativo observado nos Transportes terrestres nos últimos meses decorre da menor demanda do setor industrial, principalmente do Transporte rodoviário de cargas. Essa menor demanda ocorre tanto para a aquisição de insumos, como para o escoamento da produção.

O segmento de Outros serviços apresentou variação de volume de -12,5% em agosto, contra -8,9% em julho e -7,2% em junho. A variação acumulada no ano ficou em -8,2% e em 12 meses, -5,8%.

Revisão de Resultado

O IBGE, através da Pesquisa Mensal de Serviços relacionada ao mês de agosto de 2015, revisou a pesquisa mensal de serviços de julho de 2015, incluindo a taxa de crescimento anual de algumas categorias do setor de serviços brasileiro.

A categoria Serviços prestados a famílias na PMS de julho foi de +2,5%, e o mesmo resultado foi alterado para 2,6% na PMS de agosto. A categoria Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio na PMS de julho foi de +2,8%, e o mesmo resultado foi alterado para 2,9% na PMS de agosto.

 

Notícias Relacionadas

IBGE: Apenas 6 dos 27 estados brasileiros tiveram aumento de volume no setor de serviços em Agosto de 2015

Deixe um comentário

Esta área do website ADVFN.com é destinada para comentários e anáises individuais independentes. Estes blogs são administrados por autores independentes através de uma plataforma de alimentação comum, não representando as opiniões da ADVFN. A ADVFN não monitora, aprova, altera ou exerce controle editorial sobre estes artigos, não aceitando, portanto, ser responsabilizada por tais informações. As informações disponibilizadas no website ADVFN.com destina-se para sua informação em geral mas não, necessariamente, para suas necessidades particulares. As informações não constituem qualquer forma de recomendação ou aconselhamento por parte da ADVFN.COM.