Santander prevê “tempestade” para grandes bancos após 3º trimestre

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Os bancos tornaram-se a melhor escolha entre as piores, segundo relatório da corretora do Santander. Para os analistas, as apostas em ações dos bancos aparecem agora pressionadas pela expansão da inadimplência que deve persistir até o ano que vem.

Para o banco espanhol, a instituição com a melhor posição de capital e lucratividade do setor no terceiro trimestre foi o Itaú Unibanco, mesmo com possíveis complicações em suas carteiras de pessoa jurídica e ao consumidor. Sobre o Bradesco, o Santander vê o segundo maior banco privado do país mais exposto a riscos extremos em créditos inadimplentes depois da compra dos ativos do HSBC.

Apesar da perspectiva mais delicada envolvendo o aumento da inadimplência, o documento aponta que o segmento fará uma provisão integral dos ganhos não recorrentes referentes aos ativos fiscais diferidos (DTAs) relacionados ao aumento dos impostos para os bancos, de 40% para 44%.

No Itaú, por exemplo, a expectativa é de que a receita extraordinária das reavaliações de impostos diferidos cubra as perdas com créditos inadimplentes, enquanto o Bradesco deve  registrar um aumento insignificante da carteira de crédito com a subtração do impacto da desvalorização cambial. No Bradesco, a baixa do crédito também deverá ser contínua no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), automotivo, de crédito imobiliário e no consignado.

No caso do Banco do Brasil,  o Santander diz que irá monitorar o equilíbrio dos empréstimos feitos pelo BB, que será pressionado pelos contratos com a Petrobras, “posição que pode gerar intranquilidade no investidor”, de acordo com o texto. Lá, a estimativa também é de aceleração gradual da inadimplência.

Sob pressão da recessão econômica local, o Santander espera um avanço do mercado de crédito de 0% a 1,5%, por conta do efeito do câmbio mais alto.

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