Veja quais foram os itens que mais pressionaram o aumento da inflação medida pelo IPCA em Outubro de 2015

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de outubro apresentou oscilação mensal de 0,82%. Essa taxa de variação é 0,28% maior que a valorização registrada no mês anterior (0,54%) e 0,40% maior que a aferida em outubro de 2014 (0,42%). Com alta de 1,72%, foi o grupo Transportes que apresentou a maior variação no décimo mês do ano.

O grupo Transportes foi o grande destaque da variação do IPCA em outubro de 2015. O item combustíveis, que detêm parte significativa das despesas das famílias, participando com 4,89% de peso no IPCA, lideraram o ranking dos principais impactos. Mais caros em 6,09%, os combustíveis ficaram com 0,30%, sendo responsáveis por 37% do resultado do índice.

As principais variações deste grupo foram: gasolina (5,05%); etanol (12,29%); diesel (3,26%); ônibus urbanos (0,10%); ônibus intermunicipais (0,84%); passagem aérea (4,01%); pneu (0,94%); conserto de automóvel (0,69%) e acessórios e peças (0,46%).

A segunda colocação na relação dos principais impactos gerados sobre a variação do IPCA no décimo mês do ano foi ocupada pelo grupo Alimentação e Bebidas, que havia subido 0,24% em setembro e registrou em outubro de 2015 uma variação de 0,77%. A alimentação fora de casa teve alta de 0,93%, mais intensa do que os alimentos consumidos em casa (0,68%).

As cinco principais altas do grupo alimentação e bebidas foram: frango inteiro (5,98%), açúcar cristal (4,43%), alho (4,12%), cerveja (4,06%), e arroz (3,77%). Quanto às quedas, foram registradas em poucos produtos, destacando-se a cebola, cujos preços caíram (32,64%), e a batata-inglesa, (10,69%) mais barata de um mês para o outro.

Na terceira colocação, Habitação com 0,75%. As principais variações foram: botijão de gás (3,27%); energia elétrica (0,87%), mão de obra para pequenos reparos (0,58%), aluguel (0,57%) e artigos de limpeza (0,41%).

Sobre a energia elétrica, tanto em São Paulo quanto em Goiânia, além de movimentos nas alíquotas dos impostos, foram incorporadas partes de reajustes concedidos. Em São Paulo, a variação de 1,06% no valor das contas considera o reajuste de 15,50% em vigor a partir de 23 de outubro sobre as tarifas de uma das concessionárias. Em Goiânia, a variação de 4,37% leva em conta o reajuste de 6,71% que passou a vigorar desde 12 de setembro.

A quarta variação mais alta no mês de outubro foi do grupo Vestuário (0,67%). As variações dos outros grupos foram: Despesas Pessoais (0,57%), Saúde e cuidados pessoais (0,55%), Comunicação e Artigos de residência (ambos com 0,39%), e Educação (0,10%).

IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário mensal de 01 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos.

A coleta de preços é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos, abrangendo as 13 (treze) principais regiões metropolitanas do país: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Campo Grande.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de setembro a 27 de outubro de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de agosto a 29 de setembro de 2015 (base).

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