Ainda aos 38 mil pontos, Ibovespa abre com leve queda; Petrobras perde 2% e dólar cai para R$ 4,03

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Num início de 2016 complicado para o mercado de ações brasileiro, às 11h15, o Índice Bovespa marcava nova queda de 0,48%, aos 38.388 pontos. Mais uma vez, os papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras puxavam o indicador local para baixo, com recuo de 2,68% e 271%, respectivamente, em dia de nova desvalorização do petróleo no mercado internacional.

Na contramão, importantes ativos como Vale e os bancos estavam no azul. Vale ON ganhava 0,85% e suas ações PNA permaneciam estáveis, diante da leve alta do chinês CSI 300, de 0,38%. Itaú Unibanco PN tinha avanços de 0,04%, acompanhado por Bradesco PN, 0,06%, Banco do Brasil ON, 0,61%, e as units (recibos de ações) do Santander, 0,84%. O segundo maior peso do índice, Ambev ON, por sua vez, caía 0,72%.

Por aqui, os investidores repercutiam as novas expectativas do mercado para a taxa básica de juros (Selic). A expectativa das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) são de que a Selic seja elevada em 0,5 ponto percentual para 14,75% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne amanhã e quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano.

Rumo recupera mais 10%; Qualicorp cai 4%

As maiores altas do Ibovespa eram lideradas por Rumo Logística ON, 10%, Gol PN, 6,30%, Sabesp ON, 4,52%, e CSN ON, 2,52%. A Rumo se recuperava das fortes perdas das últimas semanas causadas pelo alto nível de endividamento da companhia diante de seu fraco fluxo de caixa atual. A Sabesp ganhava mesmo com a notícia do jornal Folha de S.Paulo de que a empresa decidiu suspender obras de coleta e tratamento de esgoto para priorizar investimentos no abastecimento de água e segurança hídrica. Em nota, a Sabesp negou que tenha abandonado qualquer obra. Na ponta negativa, sem contar Petrobras, as piores quedas do indicador ficavam com Qualicorp ON, 4,75%, Cemig PN, 2,67%, Hypermarcas ON, 2,48%, e JBS ON, 2,22%.

EUA têm feriado, Europa perde e petróleo segue abaixo dos US$ 30

No exterior, os Estados Unidos comemoram hoje o feriado de Martin Luther King, com as negociações de Chicago e Nova York suspensas, assim como o mercado de títulos local. Na zona do euro, os principais índices registravam leve recuo. O Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, perdia 0,24%, seguido pelo britânico Financial Times, 0,04%, o francês CAC, 0,15%, e o alemão DAX, 0,08%. Após avançar 1% mais cedo, o petróleo WTI, negociado em Nova York, recuava 0,27%, para US$ 29,34, como o Brent, de Londres, que tinha perdas de 0,48%, para US$ 28,80.

Juros ficam sem trajetória definida; dólar volta para R$ 4,03

As projeções de juros futuros marcavam sentidos distintos nesta manhã. Para 2017, as taxas passavam de 15,55% ao ano para 15,56%. Já 2018 permanecia com taxas de 16,45%, enquanto os contratos válidos até 2021 tinham taxas de 16,50%, ante projeção anterior de 16,56%. No mercado de câmbio, o dólar comercial caía 0,34%, para R$ 4,03, ao passo que o dólar turismo subia 0,23%, vendido a R$ 4,23.

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