Boletim Focus: Instituições financeiras seguem apostando no crescimento da Taxa Selic para 14,75% na reunião do Copom desta semana

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Após o Banco Central (BC) ter mantido a taxa básica de juros inalterada em 14,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de novembro, ratificando o maior patamar estabelecido para a Taxa Selic nos últimos nove anos, o mercado financeiro brasileiro vem apostando que os juros voltarão a subir já neste mês, para 14,75% ao ano. Pelo menos é o que indica o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 18 de janeiro de 2016. Foi a quarta vez consecutiva em que as instituições financeiras mantiveram tal aposta.

O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo BC. Esse relatório contem uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país. Cerca de 100 (cem) analistas de mercado, representando as principais instituições financeiras do Brasil, opinam sobre a perspectiva futura de diversos indicadores de nossa economia. O relatório é elaborado de segunda-feira a domingo, sendo divulgado sempre às segundas-feiras da semana seguinte à sua confecção.

Clique aqui e confira a íntegra do Boletim Focus divulgado no dia 18 de Janeiro de 2016.

Para o fim de 2016, a estimativa sobre a meta da Taxa Selic manteve-se inalterada em 15,25% ao ano – o que pressupõe novos aumentos dos juros básicos da economia brasileira no decorrer deste ano. Já é o terceiro Boletim Focus consecutivo no qual os analistas financeiros consultados pelo BC mantiveram tal previsão.

Já para 2017, a previsão é para que a Taxa Selic volte a recuar, encerrando o ano em 12,88%. Essa nova estimativa, no entanto, é superior à divulgada anteriormente (12,75%).

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e constitui-se no principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

A próxima reunião do Copom ocorrerá ainda nesta semana, nos dias 19 de 20 de Janeiro.

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