China puxa mercados e Ibovespa ganha 2%; Vale sobe 7%, juros recuam e dólar cai para R$ 4,02

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O mercado financeiro mundial é beneficiado hoje pelos dados de crescimento da China, que atingiu quase 7% em 2015. Às 11h15, o Índice Bovespa avançava 1,85%, aos 38.638 pontos, com ajuda das ações da Vale, da Petrobras e dos bancos. Embora a segunda maior economia do mundo tenha registrado seu ritmo mais lento de avanço dos últimos 25 anos, o reflexo desse indicador foi positivo para a mineradora brasileira Vale, que tem o país como principal cliente. No horário, os papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais da série A (PNA, sem voto) da companhia subiam 6,97% e 5,90%, respectivamente.

No mesmo sentido, com o petróleo ganhando 4% no exterior, Petrobras ON (BOV:PETR3)recuperava as significativas perdas de ontem e marcava alta de 4,44%, acompanhada por suas ações PN, 3,33%. Entre as instituições financeiras, Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) tinha ganhos de 1,35%, seguido por Bradesco PN (BOV:BBDC4), 1,64%, Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3), 1,54%, e pelas units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 2,54%.

Hoje tem início no Brasil a primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A expectativa do mercado é de que, após três reuniões consecutivas sem alteração na taxa básica de juros da economia (Selic), o colegiado retome o ciclo de elevações, dos atuais 14,25% ao ano para 14,75%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, piorou a projeção de queda da economia brasileira este ano. A estimativa para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1% para 3,5%. Para o FMI, será o segundo ano consecutivo de queda da economia. Em 2015, de acordo com o fundo, houve retração de 3,8%.

Dados da China impulsionam mercados; petróleo recupera 4%

O governo chinês confirmou hoje a desaceleração da economia no ano passado, de acordo com o esperado pelos analistas, mas dentro da meta fixada – “cerca de 7%”. A taxa registada no último trimestre de 2015 foi a mais baixa desde o pico da crise financeira internacional, em 2008. Ainda assim, os dados foram bem recebidos pelos investidores. No mercado futuro americano, o Dow Jones ganhava 1,75%, com o S&P 500, 1,43%, e o índice da Nasdaq, 1,52%, um dia depois do feriado de Martin Luther King que suspendeu as negociações das bolsas do país.

Na Europa, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, subia 2,40%, seguido pelo britânico Financial Times, 2,29%, pelo francês CAC, 2,73%, e pelo alemão DAX, 2,31%. A inflação ao consumidor da região se manteve estável em dezembro do ano passado, ante deflação prévia de 0,1%. No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,1% em dezembro, na base mensal, levemente acima do esperado, enquanto o Índice de Preços ao Produtor teve deflação de 0,2% no mesmo período. Na Alemanha, os preços tiveram deflação de 0,1% em dezembro. O índice alemão Zew de expectativas econômicas caiu de 16,1 para 10,2 em janeiro.

Os indicadores da economia asiática também ajudaram hoje na recuperação do preço do petróleo. O barril do tipo WTI, de Nova York, tinha alta de 1,09%, para US$ 29,74, como o Brent, de Londres, que subia 3,82%, para US$ 28,64.

Destaques do Ibovespa

Tirando a Vale e a Petrobras, as maiores altas do Ibovespa eram de Oi ON, 5,21%, Bradespar PN, 5,04%, Gol PN, 4,62%, e CSN ON, 4,06%. Já as piores perdas do índice ficavam com apenas três papéis: Cia Hering ON, 2,98%, JBS ON 1,21%, Suzano Papel PNA, 0,13%.

Juros caem e dólar retorna aos R$ 4,02

Pela manhã, com os mercados registrando alguma recuperação, as taxas de juros futuros para 2017 recuavam de 15,59% ao ano para 15,27%. Para 2018, as projeções caíam de 16,31% para 16,02%. Por fim, 2021 tinha taxas de 16,38%, contra projeção de 16,46% ontem. Os juros caíam em meio ao avanço do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) de 0,83% na segunda prévia de janeiro, depois de alta de 0,50% no mesmo período de dezembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo avançou 1,02% na segunda quadrissemana de janeiro, contra alta de 0,88% na quadrissemana anterior, apontou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O dólar comercial perdia 0,37%, de volta aos R$ 4,02, ao passo que o dólar turismo ficava estável em R$ 4,23.

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