Em semana decisiva para impeachment, Ibovespa abre em queda; Petrobras perde 3%

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Na manhã em que a presidente Dilma Rousseff apresenta sua defesa contra o impeachment, às 11h50, o Ibovespa perdia 1,85%, aos 49.624 pontos. No horário, o principal índice brasileiro era pressionado pelos bancos.

As ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB3) caíam 1,72%, como Bradesco PN (BOV:BBDC4), 2,08%, os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), 1,97%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 0,93%. Hoje, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a aprovação da compra do HSBC Brasil pelo Bradesco, sob condições.

As instituições financeiras refletiam o cenário político, além das revisões do Boletim Focus sobre as expectativas do mercado sobre o crescimento do país. Para o ano que vem, a estimativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 0,35% para 0,30%, em seu terceiro ajuste seguido.

Petrobras ON e PN (BOV:PETR3 e BOV:PETR4) registravam baixa de 2,75% e 3,47%, respectivamente, com o petróleo também fraco no exterior. Segundo a coluna do Lauro Jardim, no jornal “O Globo”, a companhia “pode anunciar a queda do preço de combustível hoje. Essa queda teria como base o recuo do consumo do combustível neste ano e em 2015″. Já Vale ON (BOV:VALE3) se segurava com alta de 0,39%, enquanto Vale PNA (BOV:VALE5) ficava estável, em meio ao viés de queda das bolsas chinesas.

Cosan cai 5% e CSN sobe 2%

As piores quedas do Ibovespa estavam com Cosan ON(BOV:CSAN3), 5,71%, JBS ON (BOV:JBSS3), 4,65%, CCR ON (BOV:CCRO3), 4,05%, e Braskem PNA (BOV:BRKM3), 3,56%. Na contramão, as maiores altas do índice ficavam com CSN ON (BOV:CSNA3) 2,62%, Fibria ON (BOV:FIBR3), 2,16%, Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), 1,44%, e Gerdau Metalúrgica PN (BOV:GOAU4), 1,20%.
CSN, Fibria e Gerdau subiam com a valorização do dólar.

EUA têm sentidos mistos, Europa avança e petróleo fica abaixo dos US$ 39

Num dia da agenda calma nos Estados Unidos, o Dow Jones marcava ganhos de 0,05%, assim como o S&P 500, 0,03%. Já o indicador da Nasdaq tinha recuo de 0,14%. No mesmo sentido, o petróleo WTI, negociado em Nova York, perdia 0,33%, para US$ 36,67, como o Brent, de Londres, que recuava 0,85%, para US$ 38,34.

Também com pouca intensidade, mas num sentido de alta, o mercado de ações europeu registrava avanços. Por lá, o Stoxx, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, subia 0,50%, acompanhado pelo britânico Financial Times, 0,45%, pelo francês CAC, 0,55%, e pelo alemão DAX, 0,47%. O Índice de Preço ao Produtor da região em fevereiro teve deflação de 0,7% na base mensal, depois de recuar 1,1% em janeiro. Na ponta positiva, a taxa de desemprego na região em fevereiro caiu de 10,4% para 10,3%, seu menor nível em cinco anos.

Juros curtos sobem e dólar avança para R$ 3,59

As projeções dos juros futuros abriam a semana em alta. Para 2017, as taxas subiam de 13,69% ao ano para 13,73%, assim como os juros válidos até 2018, que avançavam de 13,57% para 13,59%. Finalmente, as taxas para 2021 permaneciam estáveis em 13,75%. O dólar comercial, por sua vez, ganhava 0,78%, para R$ 3,59 na venda, seguido pelo dólar turismo, que teve alta de 0,81%, vendido por R$ 3,74. O Banco Central (BC) realiza hoje leilão de 14,1 mil contratos de swap cambial reverso, com vencimento em 1º de julho e 3 de outubro.

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