Ibovespa avança 1% com bancos; Petrobras recupera até 3% e dólar atinge R$ 3,68

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Apesar das pressões do cenário político com as discussões sobre o impeachment, por volta das 12 horas, o Índice Bovespa marcava ganhos de 1%, aos 48.585 pontos, uma vez mais na contramão dos mercados internacionais.

Com forte peso no indicador brasileiro, os papéis das instituições financeiras avançavam. As ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4)  subiam 2,31%, como Bradesco PN (BOV:BRAP4), 1,24%, os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), 1,76%, e as units (recibo de ações) do Santander (BOV:SANB11), 0,90%.

Também em alta, mesmo com a commodity em queda no exterior, Petrobras ON e PN (BOV:PETR3 e BOV:PETR4) tinham ganhos de 1,85% e 1,45%, respectivamente, após subir até 3% mais cedo. Segundo o jornal “Valor Econômico”, relatórios sigilosos da estatal apontam que a “empresa teria aprovado investimento de US$ 26 bilhões em uma refinaria e dois polos petroquímicos, mesmo sabendo que jamais dariam retorno”.

Já a Vale, refletindo complicações envolvendo as operações de sua subsidiária Samarco, em Minas Gerais, por conta da tragédia em Mariana, tinha perdas de 0,53% nas ações ON (BOV:VALE3) e seus papéis PNA (BOV:VALE5) caíam 0,44%. Reportagem do Valor” apontou que a subsidiária “não poderá voltar a operar até que cesse vazamento” de suas barragens.

RaiaDrogasil sobe quase 4% e Rumo cai 6%

Os maiores avanços do Ibovespa eram de RaiaDrogasil ON (BOV:RADL3), 3,96%, TIM ON (BOV:TIMP3), 3,41%, Multiplan ON (BOV:MULT3), 3,36%, e Cosan ON (BOV:CSAN3), 2,85%. Já as piores quedas do índice ficavam com Rumo Logística ON (BOV:RUMO3), 6,46%, JBS ON (BOV:JBSS3), 1,82%, Klabin unit (BOV:KLBN11), 1,68%, e Cyrela ON (BOV:CYRE3), 1,12%. Em relatório, a corretora Rico lembra que a briga entre a Rumo e sua cliente Agrovia, sobre contratos de transporte ferroviário de açúcar, deverá ter um desfecho desfavorável para a concessionária, segundo reportagem do “Valor”. De acordo com a publicação, a indenização a ser paga pela Rumo pode ser de mais de R$ 300 milhões.

EUA e Europa recuam; petróleo perde 1% Os investidores americanos ainda repercutiam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em que alguns dirigentes foram contra um aumento dos juros locais para abril, sob pressão da desaceleração global. O próximo encontro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) ocorrerá nos dias 26 e 27 deste mês. Mais tarde, às 18h30, a presidente do Fed, Janet Yellen, discursará num evento. No horário, o Dow Jones caía 0,91%, seguido pelo S&P 500, 0,79%, e pelo indicador da Nasdaq, 1,03%.

Na zona do euro, com o petróleo em queda, o Stoxx, dos 50 papéis mais líquidos da região, também perdia 1,19%, como alemão DAX, 0,81%, o britânico Financial Times, 0,54%, e o francês CAC, 0,92%. Depois de subir 5% ontem, o petróleo WTI, negociado em Nova York, voltou a cair 0,56%, para US$ 37,54, acompanhado pelo Brent, de Londres, que recuava 0,90%, para US$ 39,48.

Juros sobem e dólar atinge R$ 3,68

As taxas dos juros futuros com vencimento em 2017 ficavam estáveis em 13,80% ao ano, enquanto as projeções dos contratos válidos até janeiro de 2018 subiam de 13,69% para 13,74%. Para 2021, os juros ficavam em 14,16%, contra 14,13% ontem. Hoje, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou para 0,43% em março deste ano, ante 0,79% em fevereiro. O indicador acumula 2,78% no ano e de 11,07% em 12 meses. Em meio ao novo leilão de swap reverso do Banco Central (BC), de 20 mil contratos, o dólar comercial ganhava 1,04%, sendo vendido por R$ 3,68, assim como o dólar turismo, que tinha valorização de 0,78%, para R$ 3,84 na venda.

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