Recuperação Judicial: reflexo nas instituições financeiras

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Com mais de 11 milhões de desempregados, o Brasil segue batendo recordes negativos no cenário econômico. Os números demonstrados pelo IBGE informam que 11,2% da população brasileira estão em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Além disso, com o preço das commodities em declínio, o país enfrenta a segunda contração econômica em um ano. Este cenário impacta diretamente nas empresas (aumento de pedidos de recuperação judicial) e consequentemente também nas instituições bancárias.

No mês de junho teve-se a notícia de que a empresa Oi, maior operadora de telefonia fixa e a quarta maior em telefonia móvel do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial após declarar que sua dívida somava R$ 65,4 bilhões. Sob o impacto dessa notícia, os maiores bancos comerciais do país colocaram em prática a estratégia de alongar os empréstimos a quem recorre às negociações, a fim de dar um fôlego financeiro aos seus tomadores. Nessa esfera, ao confrontar o cenário econômico, as peculiaridades de negociação de cada banco e ao estudar a situação financeira de seus clientes, há a atuação do setor de Gestão de Crise da Studio Brokers.

É do conhecimento do setor bancário que as empresas do setor privado estão passando por dificuldades e que muitas operam no prejuízo. E ainda para essas empresas, existem critérios de pagamento, quais sejam dívidas trabalhistas, dívidas fiscais e as dívidas bancárias, sobretudo para contratos sem garantias de bens, serão a última opção no momento do pagamento. Isso obriga o banco a ser mais flexível nas negociações. No entanto, a participação direta do empresário nesses trâmites acaba por ser desgastante em termos de relacionamento bancário e é por isso que num momento como esse é importante que haja um intermediador. O papel da Studio Brokers se desenvolve em ser assertiva nas negociações bancárias, visando negociar em cima daquilo que a empresa que a contratou é capaz de dispor em pagamento ao banco e gerenciar as mais difíceis negociações.

Em matéria publicada no dia 29 de junho deste ano na Revista Exame (online), foi informado que a Gol Linhas Aéreas Inteligentes está em negociação com o Banco do Brasil e Banco Bradesco e que a Usina Siderúrgicas de Minas gerais acordou alongar uma dívida de R$ 5,6 bilhões com o Banco Santander, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e BNDS. Isso demonstra que esse tipo de acordo é uma realidade dada pelo momento de recessão econômica e isto reflete em um aumento nos empréstimos renegociados nos maiores bancos comerciais do País.

Importante ressaltar que um pedido de recuperação judicial nas proporções que está sendo o da empresa Oi, inevitavelmente reflete numa política de liberação de novos empréstimos, haja vista que, nesse caso, os bancos têm de provisionar, pelo menos, 30% dos empréstimos sem garantia, segundo destacado na Revista Exame. Portanto, isso incide contabilmente também nos lucros bancários e torna os bancos menos intransigente para reestruturar a dívidas dos seus clientes.

Bruna Cavaletti – Assessora de Imprensa
assessoria.imprensa@grupostudio.com.br

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