Setor de serviços apresenta retração menos acentuada em julho, aponta PMI

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A retração do setor de serviços no Brasil perdeu força no mês de julho, como mostra a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). O índice ficou em 45,6 em julho, uma alta de mais de 4 pontos em relação aos 41,1 registrados em junho. Os dados foram divulgados hoje pelo instituto de pesquisa Markit. Apesar da elevação, o indicador segue abaixo da marca de 50 pontos, que separa crescimento de retração, pelo 17º mês seguido.

Segundo o relatório, parte da alta registrada em julho deve-se à Olimpíada, que ajudou os novos negócios. No período, as quedas foram menos intensas em cinco das seis categorias de serviços monitoradas na pesquisa. O volume de novos negócios caiu pelo 17º mês consecutivo em julho, mas o ritmo de retração foi o mais fraco do período.

Otimismo com relação aos serviços melhora

O relatório da Markit mostrou também que o otimismo atingiu o recorde de alta em quase três anos, com 61% das empresas vendo patamares mais altos da atividade no próximo ano. A melhora no sentimento reflete principalmente as expectativas com a recuperação econômica e a Olimpíada.

O ritmo de corte de vagas também foi menos intenso no mês passado, embora os esforços para cortar custos ainda levem a um número expressivo de demissões, com os cortes atingido as seis subcategorias pesquisadas. A retração no setor industrial também foi menos pronunciada em julho, com o PMI encerrando o mês em 46,0. Desta forma, o PMI Composto, que une o PMI industrial e o de Serviços, subiu a 46,4 no mês passado, a maior leitura desde março de 2015, após 42,3 em junho.

Relatório avalia que economia caminha na direção correta

Para a economista do Markit Pollyanna de Lima, a saúde da economia do setor de serviços mostrou sinais de recuperação, com taxas mais positivas. Em comentário, Pollyana acredia que, “embora o sentimento positivo tenha aumentado um pouco, as empresas manifestaram nervosismo em relação a uma recuperação imediata, especialmente porque o setor tem se contraído de forma ininterrupta por quase um ano e meio – o período mais longo na história da pesquisa”.

Na avaliação da economista, será muito difícil que o setor consiga suprimir no curto prazo as marcas da crise que se acumularam ao longo do último ano. Essa condição se deve sobretudo ao aumento do desemprego e à queda subsequente das despesas domésticas, além da competição intensa e o aumento de custos de importação causado pela desvalorização do real.

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