Call Matinal – 01/09 – ATIVA Investimentos

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Na Ásia, grande parte das bolsas fechou em queda, ainda com as especulações sobre uma possível alta de juros nos EUA no curto prazo, na véspera da divulgação do payroll, e também em meio à divulgação do PMI industrial chinês. O dado oficial subiu de 49,9 em julho para 50,4 em agosto, contrariando as previsões de estabilidade, o que deu impulso ao Hang Seng que fechou em alta de 0,81%. Outra exceção foi o Nikkei, que também fechou no positivo, com a perspectiva de uma elevação dos juros americanos e consequente desvalorização do iene favorecendo as ações das exportadoras e do setor financeiro japonês.

Na Europa, as bolsas operam em alta, impulsionadas pelas minerados e pelo setor bancários. As mineradoras são beneficiadas pelo PMI industrial chinês, que atingiu o maior nível em quase 2 anos. Também tivemos durante a madrugada a divulgação de vários PMIs industriais do bloco, que vieram mistos. Em Londres, a bolsa perde forças, apesar do PMI industrial ter mostrado crescimento da indústria, com a percepção de que esse sinal de recuperação pode fazer o BoE adiar o estímulo econômico adicional anunciado após a votação do BREXIT para o fortalecimento da economia.

Os futuros de NY também registram alta, em um movimento de recuperação, após a queda da véspera na esteira do desempenho do petróleo após os dados de estoques piores do que o esperado. No entanto, hoje o mercado americano deve seguir cauteloso, na véspera da divulgação do payroll, mais importante dado de emprego dos EUA e observado de perto pelo FED  para as decisões de política monetária.

Por aqui, ontem à tarde, tivemos o desfecho do longo processo de impeachment que culminou no afastamento definitivo de Dilma Rousseff e no fim da interinidade de Michel Temer. Mas, apesar de a saída de Dilma ter se concretizado, como o mercado esperava e gostaria, agora surgem novas discussões. A primeira ainda em torno da situação da agora ex-presidente, Dilma, que diz respeito ao voto em separado das “penas cabíveis” no processo de impeachment, que cassou seu mandato como presidente, mas não a tornou inelegível a cargos públicos por 8 anos. Esse fato gerou discussões acirradas e já começa a revelar que a tão mencionada base aliada do Governo Temer pode não estar tão consolidada assim. Partidos como PSDB e DEM, que já haviam demonstrado insatisfação com o ajuste do judiciário acatado pela equipe de Temer, também se opuseram à decisão do Senado que manteve os direitos políticos de Dilma, afirmando que a manobra rasgou a Constituição e que pode abrir precedentes para livrar possíveis réus da LAVA-Jato da inelegibilidade. Dessa forma, a segunda discussão se dá em torno da real capacidade de articulação do Governo Temer, que agora não pode mais se valer da interinidade para justificar a falta de ações reais para a realização do ajuste fiscal e das reformas que foram propostas por ele e Henrique Meirelles, o que deve levar o mercado, a partir de agora, a ser mais contundente e exigir tais ações do Governo. Ainda ontem, Michel Temer  e sua equipe divulgaram a peça orçamentária de 2017, no último dia do prazo, afastando a possibilidade de aumento de tributos, pelo menos neste momento. Para isso, o Governo contou com uma previsão de crescimento de 1,6% do PIB em 2017, um déficit primário de R$139 bilhões, além de um plano para arrecadar R$18,4 bilhões a mais em receitas com concessões e permissões. Segundo o Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o Governo já enquadrou o orçamento do ano que vem nas regras do teto de gastos que está sendo proposta por Meirelles, que contempla o reajuste dos Ministros do STF e o crescimento da despesa em saúde abaixo da inflação. Em segundo plano ficou a decisão do COPOM, que como esperado manteve a Selic em 14,25% a.a.. A surpresa veio no tom mais dovish do comunicado, que trouxe ao mercado uma sinalização de que o Banco Central pode iniciar o ciclo de corte de juros no curtíssimo prazo.

AGENDA

09h00 FGV/IBRE: Índice de preços ao produtor – Julho
09h30 EUA/Deptº do trabalho – Pedidos de auxílio-desemprego
10h45 EUA/Markit: PMI Industrial – Agosto
11h00 EUA/Dptº do Comércio: Investimentos em construção – Julho
11h00 EUA/ISM: Índice de atividade industrial – Agosto
11h00 CNI: Indicadores Industriais –Julho
13h25 EUA: Presidente do FED de Cleveland, Loretta Mester, faz pronunciamento
15h00 Mdic: Balança comercial – Agosto
Fenabrave: resultado do mercado de veículos – Agosto
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