Ibovespa cai 1,43% com exterior e petróleo; dólar e juros recuam

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O Índice Bovespa encerrou o dia em queda, de 1,43%,aos 57.079 pontos, acompanhando a piora dos mercados internacionais e a queda do petróleo. O volume negociado foi de R$ 7,460 bilhões, ligeiramente acima da média do ano, de R$ 7 bilhões. Com a queda de hoje, o Ibovespa acumulou perda de 1,59% na semana e de 1,42% no mês de setembro. No ano, o índice ainda sobe 31,67%.

A queda foi puxada pelos principais papéis do mercado, a começar pelos bancos, que têm o maior peso no indicador. Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) (papel preferencial, sem voto) perdeu 2,26%, Bradesco PN (BOV:BBDC4), 1,82% e Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3) (papel ordinário, com voto), 1,70%. Já Petrobras acompanhou o petróleo e seu papel PN (BOV:PETR4) recuou 2,59% e o ON (BOV:PETR3), 2,55%. Também a Vale fechou em queda, de 1,41% o papel PNA (BOV:VALE5) e de 1,38% o ON (BOV:VALE3).

Apenas nove dos 58 papéis do Índice Bovespa fecharam em alta. O maior ganho foi de Kroton ON (BOV:KROT3), 1,20%, seguida de RaiaDrogasil ON (BOV:RADL3), 0,94%, Localiza ON (BOV:RENT3), 0,83% e BR Foods ON (BOV:BRFS3), 0,49%. As maiores quedas foram de Gerdau PN (BOV:GGBR4), 3,67%, Usiminas PNA (BOV:USIM5), 3,66%, CSN ON (BOV:CSNA3), 3,14% e Natura ON (BOV:NATU3), 3,07%.

Petróleo em baixa com Líbia e Nigéria

No exterior, o barril do petróleo voltou a cair, com o barril do tipo WTI negociado em Nova York em baixa de 1,64%, a US$ 43,19, enquanto o Brent, de Londres, perdeu 1,16%,para US$ 46,05. Os preços recuaram depois que a Líbia e a Nigéria informaram que pretendem ampliar sua produção nas próximas semanas, apesar dos conflitos internos nesses países.

Rublo cai com BC e peso mexicano com chances de Trump

No exterior, destaque para a moeda russa, o rublo, e os papéis do governo, que caíram com a decisão do BC da Rússia de baixar os juros e pela queda do petróleo, principal produto de exportação do país. Já o peso mexicano caiu 2,2% hoje após pesquisas indicarem queda na preferência pela candidata democrata Hillary Clinton. Com isso, crescem as chances de vitória do candidato republicano Donald Trump, que promete construir um muro para impedir a entrada de mexicanos no país e deportar os que estiverem irregulares.

Multa de US$ 14 bi para Deutsche assusta

Na Europa, os bancos sofreram com a notícia de que as autoridades americanas pretendem cobrar US$ 14 bilhões do Deutsche Bank por irregularidades no mercado de crédito imobiliário ainda relativas à crise do subprime, de 2008. O banco nega que vá pagar esse valor, mas o receio ajudou a derrubar as ações. No fim do dia, o índice regional Stoxx 50 perdeu 1,30%, o Financial Times, de Londres, 0,30%, o DAX, de Frankfurt, 1,49%, o CAC, de Paris, 0,93%, e o Ibex, de Madri, 1%. O receio de alta dos juros nos EUA e em outros países segue afastando os investidores do risco.

Inflação maior nos EUA

Nos EUA. o índice  de inflação ao consumidor, o CPI, ficou acima do esperado, 0,2% em agosto, ante uma expectativa de 0,1% e estabilidade em julho. Com isso, o acumulado em 12 meses subiu para 1,1%. A inflação maior aumentou a expectativa de alta dos juros nas próximas reuniões do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o dólar subiu em relação ao euro e outras moedas.

Nas bolsas, o Índice Dow Jones caiu 0,49% enquanto o Standard & Poor’s 500 recuou 0,38%. O Nasdaq perdeu 0,10%.

Juros caem

No Brasil, os juros futuros recuaram, acompanhando a baixa do dólar no mercado local. Os contratos para janeiro de 2017 fecharam projetando 13,96%, ante 13,99% ontem. Para 2018, a projeção fechou em 12,54%, ante 12,62% ontem. Para 2019, a taxa ficou em 11,98%, ante 12,07% ontem. E, para 2021, a projeção ficou em 12,07%, ante 12,10% ontem.

Dólar cai

No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,93%, para R$3,271 na venda. A moeda reagiu à entrevista do presidente do BC, Ilan Goldfajn, para a Agência Reuters, na qual ele afirmou que as condições em que o BC resolveu reduzir o estoque de swaps cambiais estão mudando e que há espaço menor para essa redução.

Ou seja, haveria maior pressão de alta do dólar, o que impediria o BC de vender grandes volumes de swaps cambiais reversos para anular os contratos antigos de swap normal. Nesta semana, o BC reduziu o volume de vendas de swap cambial reverso, que funcionam como compra de dólares do mercado, de US$ 500 milhões para US$ 250 milhões.

Entre os fatores que mudaram essas condições estaria a possível normalização das condições monetárias nos EUA, ou seja, a volta dos juros para níveis perto dos 2%, 3%, para 0,5% hoje em dia. Mas, segundo Goldfajn, essa normalização não é para hoje, mas parece estar a caminho. Portanto, a leitura do mercado é que o BC vai intervir menos no mercado para segurar a moeda pois espera que haja pressão altista sobre o dólar.

Já o dólar turismo fechou em queda de 0,86%, vendido a R$ 3,45.

 

 

 

 

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