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PF prende ex-ministro da Fazenda Guido Mantega

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A Polícia Federal (PF), com o apoio da Receita Federal, prendeu hoje pela manhã o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em São Paulo. A prisão temporária faz parte da 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X. As equipes policiais estão cumprindo 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para delegacia, preste depoimento e, em seguida, é liberada. Segundo o jornal “Bom Dia Brasil” da Rede Globo, Mantega teria sido preso no Hospital Albert Einstein, no centro cirúrgico, onde acompanhava a mulher, que estava se submetendo a uma cirurgia hoje.

O nome  Arquivo X dado à operação é uma referência ao grupo do empresário Eike Batista, que usava a letra X para batizar todas suas companhias. A operação de hoje envolve executivos do Grupo X e da construtora Mendes Junior, citados nos depoimentos como relacionas ao pagamento de propinas ao PT para liberação de contratos de plataformas.

Nesta fase da Lava Jato são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal.

Dívidas de campanha

Segundo a polícia, durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, o ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido. “São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro”.

“Utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto”, diz a nota da PF.

Corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro

Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo mandados judiciais em cidades nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, da Bahia e no Distrito Federal.

 

Com informações da Agência Brasil.

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