IGP-DI acelera para 0,13% e acumula 7,99% em 12 meses; atacado ajuda a segurar inflação

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O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,13%, em outubro, acelerando em relação à variação de setembro, de 0,03%, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve, porém, uma forte desaceleração em relação ao resultado do ano passado. Em outubro de 2015, o IGP-DI subiu 1,76%.

A taxa do IGP-DI acumulada em 2016, até outubro, é de 6,24%. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 7,99%. O IGP-DI de outubro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência. Ele é um dos mais antigos indicadores de inflação do país e é formado por três sub-índices, o de preços no atacado (IPA), com peso de 60%, de preços ao consumidor (IPC), com peso de 30% e o índice da construção civil (INCC), que representa 10% do índice.

IPA mostra pouca pressão do atacado na inflação futura

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, em outubro, variação de 0,04%. Em setembro, a taxa foi de -0,03%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de -0,33%. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,36%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -7,76% para -7,17%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,48%, ante 0,58%, no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de -0,36%, ante -0,06%, no mês anterior. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,14% para -0,23%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de -0,28%. No mês anterior, a variação foi de 0,07%.

Nas Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de 0,40%, em setembro, para 0,92%, em outubro. Os destaques de alta foram: milho (em grão) (-7,62% para 0,27%), mandioca (aipim) (7,54% para 16,93%) e bovinos (0,45% para 1,98%). Em desaceleração, vale mencionar: leite in natura (-1,63% para -8,07%), minério de ferro (6,60% para 2,72%) e soja (em grão) (-0,42%para -1,41%).

Preços ao consumidor aceleram com gasolina

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,34%, em outubro, ante 0,07%, no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A contribuição de maior magnitude para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Transportes (-0,11% para 0,80%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -1,23% para 1,77%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Comunicação (0,08% para 0,89%), Alimentação (-0,14% para -0,05%), Habitação (0,28% para 0,40%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,54%), Despesas Diversas (-0,32% para 0,05%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,03%).

Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de telefone móvel (0,00% para 1,41%), hortaliças e legumes (-8,23% para 1,37%), taxa de água e esgoto residencial (0,00% para 1,62%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,51% para 0,51%), alimentos para animais domésticos (-0,28% para 3,17%) e show musical (-4,59% para -1,73%), respectivamente.

Em contrapartida, apenas o grupo Vestuário (0,40% para 0,23%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item acessórios do vestuário, cuja taxa passou de 0,95% para -0,50%.

Inflação da construção desacelera

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, taxa de variação de 0,21%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,33%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços não variou. No mês anterior, a taxa foi de 0,15%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,39%. No mês anterior, este índice variou 0,48%.

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