Índices acionários americanos fecharam em níveis recordes

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Mercados Globais

Ontem os índices acionários dos EUA fecharam em níveis recordes, novamente. O S&P500 fechou a 2.270,76 pontos, o maior da história, refletindo a confiança dos mercados no futuro da economia dos EUA e de seu novo governo, liderado por Donald Trump:

As bolsas da Ásia hoje refletiram esse entusiasmo, exceto pelo Nikkei, que teve uma leve realização. Na agenda da Europa não há indicadores importantes e os mercados da região ainda assimilam os ataques terroristas que ocorreram anteontem. O euro é negociado a 1,0404, com uma leve desvalorização. As bolsas da Europa veem os bancos devolverem parte da valorização que tiveram na semana passada, em particular o banco italiano Monte dei Pachi, que caiu 17% na abertura do pregão da bolsa de Milão e teve suas negociações suspensas. Esse evento merece todas as atenções, já que uma eventual falência do banco italiano pode trazer consequências sistêmicas para a zona do euro.

A agenda econômica traz o índice de confiança da zona do do euro, dados do mercado imobiliário e os estoques de petróleo dos EUA. Esse último é importante como driver para Petrobrás.

Brasil

No Brasil, a avaliação sobre as medidas anunciadas ontem pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, foram mornas, posto que não afetam com intensidade as condições atuais do mercado de crédito. Elas devem cumprir um papel importante no médio prazo, mas pouco alteram a situação atual de contração intensa da oferta de crédito e dos custos das principais linhas. A medida mais relevante, talvez, foi a da criação do depósito remunerado para instituições financeiras que, se aprovado, poderá substituir as operações de overnight lastreadas em títulos do tesouro. De importante, foi o presidente da autoridade monetária ressaltar que o COPOM irá reduzir a taxa SELIC com mais intensidade a partir de agora. Hoje sairá o IPCA-15, que indicará se a velocidade da queda dos preços observada em novembro continuou em dezembro. Os juros para 2021 estão em queda, se mantendo abaixo de 12%, indicando que o mercado aposta em uma trégua da inflação, da política e em uma aceleração da redução dos juros por parte do COPOM.

Hoje começa o recesso parlamentar que dura até 1º de fevereiro e deve trazer uma distensão no quadro político. O governo, porém, teve sua primeira derrota importante na Câmara, que aprovou por 296 a 12, a renegociação da dívida dos estados em condições diferentes das propostas por Temer. Essa mudança reflete o quadro de aperto que os Estados se encontram, ao se defrontarem com a queda da arrecadação e dos repasses da União, decorrentes da contração da economia. Ao contrário da União, que pode se financiar emitindo moeda ou dívida, os Estados podem ir à bancarrota total, atrasando fornecedores e salários.

Apesar da derrota, o clima de ontem era de otimismo, com a possibilidade do governo se livrar de problemas no TSE. A ideia é que o processo seja estendido até o segundo semestre, quando Temer já terá maioria no plenário, com a indicação de dois novos ministros. A chapa Dilma-Temer se livraria da cassação. Isso, no entanto, não afasta os riscos gerais que lava a jato oferece a importantes membros do governo e de sua base no Congresso.

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