PIB americano e otimismo em torno da Braskem

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Mercados Globais

 As bolsas da Ásia tiveram um pregão sem notícias e Hong Kong, Cingapura e Bombaim tiveram quedas que podem ser associadas à falta de liquidez. Na Europa, os ânimos estão contidos a possibilidade de um socorro de 20 bilhões de euros ao Banco Monte dei Paschi, que pode ser nacionalizado com esse aporte, após as sucessivas tentativas de venda a investidores internacionais. Todos os outros ativos estão sem oscilação, aguardando a divulgação dos números da última leitura do PIB dos EUA, que sairão às 11:30. As expectativas são de um número próximo a 3,3% de crescimento e sua divulgação vai mexer com os mercados. O gráfico abaixo mostra o movimento de queda do euro, realizado a partir do dia 14, com a mínima de 1,034 anteontem, mas que mantém um pregão ameno até agora, antes da divulgação do PIB dos EUA.

O petróleo WTI futuro está sendo negociado a US$ 52,38 e a treasurie de dez anos dos EUA está saindo a 2,543%.

Brasil

No pregão de ontem o destaque foi a Braskem (BOV:BRKM5), após o anúncio de que havia fechado acordo de R$ 6,9 bilhões com a justiça do Brasil, EUA e Suíça. Cotada a R$ 34,11 no fechamento, a ação fechou em sua máxima histórica. Veja o gráfico:

O otimismo com o papel, após o acordo com a justiça, deve-se ao seu enorme potencial, resultado da posição de quase monopolista no segmento de matérias primas. A Petrobrás anunciou acordo para venda de ativos à francesa Total, no valor de US$ 2,2 bilhões.

Hoje o presidente Michel Temer deve anunciar duas medidas de impacto no mercado. Uma é a liberação de R$ 30 bilhões do FGTS, de contas inativas, com valores até R$ 1.000,00. Ele também deve revelar alguns pontos de sua reforma trabalhista, a ser encaminhada ao Congresso no ano que vem. Ele se reunirá com a imprensa às 9:00 horas, em Brasília.

Às 9:00 horas o BC anuncia, através de seu diretor de política econômica, o Relatório Trimestral de Inflação. Esse documento, é muito provável, trará sinais de que a autoridade monetária aumentará o ritmo da redução da SELIC, que hoje está em 13,75% e teve, nas últimas duas reuniões, reduções de 0,25%. O mercado aposta em uma aceleração para quedas de 0,75%, sobretudo após a queda da inflação, medida pelo IPCA-15, que veio ontem em 0,19%, acumulando 6,58% em 2016. Em decorrência disso, as taxas de juros estão caindo forte no mercado e podem disseminar um ambiente positivo para o mercado de câmbio e de ações.

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