Brasil: Comércio varejista registrou retração anual de 3,5% em Novembro de 2016

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Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em novembro de 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas séries sem ajuste sazonal, o volume de vendas no varejo caiu 3,5% em relação a novembro de 2015, vigésima taxa negativa seguida nesse tipo de comparação, porém o recuo menos acentuado desde junho de 2015 (-2,7%). Assim, os resultados permanecem negativos para o volume de vendas no acumulado no ano (-6,4%) e para os últimos 12 meses (-6,5%). A receita nominal, para essas mesmas comparações, mantém-se no campo positivo, com variações de, respectivamente: 5,0%; 4,8% e 4,6%.

Variação Anual (%)
Volume de Vendas no Mercado Varejista -3,5
Volume de Vendas no Mercado Varejista Ampliado -4,5

Em relação a novembro de 2015, o volume de vendas apresentou resultados negativos, com quedas de 4,5% em relação a novembro de 2015, recuo de 8,8% no acumulado do ano e de 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses. A receita nominal, por sua vez, apresentou crescimento sobre novembro de 2015 (1,7%), acumulando nos períodos janeiro-novembro e nos últimos 12 meses variações de -0,6% e -0,8%, respectivamente.

Variação Anual (%)
Receita Nominal no Mercado Varejista 5,0
Receita Nominal no Mercado Varejista Ampliado 1,7

 

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em novembro de 2016.

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