PIB brasileiro recua 2,5% no quarto trimestre de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retraiu 2,5% no quarto trimestre de 2016, em comparação com igual período do ano anterior (período entre outubro e dezembro de 2015). Esse foi o décimo primeiro resultado negativo consecutivo do PIB brasileiro nesta base de comparação. Houve queda na agropecuária (-5,0%), na indústria (-2,4%) e nos serviços (-2,4%).

Com a queda de 2,5% frente ao 4º trimestre de 2015, o valor adicionado a preços básicos caiu 2,3% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios recuaram em 3,3%.

Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Agropecuária apresentou queda de 5,0% em relação a igual período do ano anterior. A taxa da Agropecuária pode ser explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) divulgado em fevereiro de 2017. Entre os produtos agrícolas cujas safras são significativas no quarto trimestre e que registraram decréscimo na estimativa de produção anual de 2016 e perda de produtividade, destacamos: fumo (-22,2%), laranja (-4,6%) e cana de açúcar (-2,7%). Cabe mencionar que as culturas de trigo e mandioca, cujas safras também são significativas nesse trimestre, apontaram crescimento na produção, estimado em 22,0% e 2,8%, respectivamente.

A Indústria sofreu queda de 2,4%. Nesse contexto, a Indústria de Transformação apresentou contração de 2,4%. O seu resultado foi influenciado, principalmente, pelo decréscimo da produção de máquinas e equipamentos; produtos farmacêuticos; alimentos e bebidas; aparelhos e materiais elétricos; móveis; produtos de metal; borracha e plástico.

A Construção também apresentou redução no volume do valor adicionado: -7,5%. Já a Extrativa Mineral se expandiu em 4,0% em relação ao quarto trimestre de 2015, puxada principalmente pelo crescimento da extração de petróleo e gás natural. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez, registrou expansão de 2,4%, influenciada pelo efeito-base proveniente do desligamento de termelétricas ocorrido entre o 4o trimestre de 2015 e igual período do ano subsequente.

O valor adicionado de serviços caiu 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a contração de 7,5% de transporte, armazenagem e correio e de 3,5% do comércio (atacadista e varejista). Também apresentaram resultado negativo as atividades de intermediação financeira e seguros (-3,4%), serviços de informação (-3,0%), outros serviços (-2,6%) e administração, saúde e educação pública (-0,7%). As atividades imobiliárias (0,1%) mantiveram-se praticamente estáveis no período.

Pelo sétimo trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram queda, sendo que o consumo das famílias (-2,9%) apresentou a oitava queda seguida. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito, emprego e renda ao longo do período.

Já a formação bruta de capital fixo caiu 5,4%, a 11ª queda consecutiva. Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações de bens de capital e pelo desempenho negativo da construção neste período. A despesa de consumo do governo variou negativamente em 0,1% em relação ao quarto trimestre de 2015.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram queda de 7,6% (após terem crescido por sete trimestres seguidos), enquanto que as Importações de Bens e Serviços caíram em 1,1% no quarto trimestre de 2016, ambas influenciadas pela valorização de 14,3% na taxa de câmbio e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período.

Dentre as exportações de bens, as maiores quedas ocorreram na agropecuária, alimentos e bebidas e produtos têxteis e do vestuário. Na pauta de importações de bens, as quedas mais relevantes ocorreram em máquinas e equipamentos, petróleo e gás natural e artigos do vestuário.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no quarto trimestre de 2016.

 

Série Histórica de Variação Anual Percentual do PIB Brasileiro

Confira abaixo a tabela com todos os valores percentuais de variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro comparando um trimestre com o mesmo período no ano anterior.

Período Agropecuária Indústria Serviços Famílias Governo Investimento           PIB
1996.I 2,6 -6,0 2,7 -1,2 -3,3 -12,7 -0,6
1996.II 2,2 -3,0 3,7 1,8 -0,2 -4,1 1,3
1996.III -0,6 11,3 3,2 5,4 2,8 10,1 5,6
1996.IV 8,9 1,5 -0,3 6,7 -6,8 13,9 2,3
1997.I 7,0 3,3 1,9 7,9 1,2 11,3 3,4
1997.II 4,4 8,0 2,2 6,0 -0,8 10,7 4,8
1997.III 1,5 0,2 1,3 2,1 -5,7 8,5 1,8
1997.IV -11,0 6,4 4,7 -2,8 11,5 3,6 3,7
1998.I -1,4 0,1 1,4 -0,5 1,2 3,5 1,0
1998.II 13,1 -0,3 1,9 -1,1 2,3 2,1 1,5
1998.III 5,2 -2,7 1,8 0,0 5,4 -1,2 0,4
1998.IV -5,3 -5,2 0,7 -1,3 4,0 -4,9 -1,4
1999.I 12,6 -4,2 2,8 -0,9 0,7 -8,4 0,8
1999.II 1,6 -4,4 1,7 -0,6 1,0 -10,4 -0,4
1999.III 3,5 -3,5 0,9 -0,1 1,1 -11,3 -0,6
1999.IV 10,3 1,8 2,0 3,1 3,9 -5,0 2,2
2000.I 6,2 4,6 3,1 3,0 3,6 -0,3 4,4
2000.II 3,4 3,9 3,3 4,2 1,3 3,9 4,0
2000.III 1,5 4,4 4,3 4,7 -2,3 6,8 4,6
2000.IV -1,6 4,7 4,5 4,1 -2,8 8,8 4,6
2001.I 2,9 4,1 2,4 4,0 1,1 10,2 3,5
2001.II 3,0 0,4 3,2 3,1 2,2 2,0 2,3
2001.III 6,0 -2,6 1,7 -1,8 3,5 1,2 0,5
2001.IV 11,1 -3,9 1,0 -1,9 3,6 -7,4 -0,5
2002.I 4,7 -2,3 2,9 0,2 4,3 -7,9 0,5
2002.II 7,3 2,3 2,5 0,7 4,1 -4,3 2,3
2002.III 11,7 5,7 3,4 2,7 4,2 -0,5 4,2
2002.IV 8,8 9,2 3,6 1,6 2,8 7,6 5,2
2003.I 15,4 0,1 1,8 0,0 -0,8 3,1 2,7
2003.II 13,4 -2,0 0,9 -2,0 0,3 -6,8 0,8
2003.III 1,5 1,9 0,5 -0,7 2,0 -6,9 0,6
2003.IV 0,8 0,3 0,8 0,6 4,7 -4,9 0,6
2004.I 0,0 7,4 3,3 0,9 3,6 0,9 3,9
2004.II 2,0 8,9 5,6 3,1 6,5 11,9 6,3
2004.III 4,6 8,8 5,2 4,9 4,3 14,2 6,6
2004.IV 1,5 7,7 5,8 6,6 1,3 7,2 6,2
2005.I 3,2 4,2 4,5 5,3 3,7 1,4 4,2
2005.II 2,4 5,2 4,2 4,8 0,6 3,0 4,5
2005.III -2,0 -1,1 3,5 4,4 1,7 0,9 2,1
2005.IV 0,4 0,2 2,5 3,3 2,1 2,6 2,2
2006.I 0,5 3,3 4,6 4,9 3,0 8,8 4,3
2006.II -0,3 -1,9 3,9 5,8 2,4 3,6 2,3
2006.III 11,1 2,5 4,4 5,3 2,6 5,8 4,5
2006.IV 10,3 4,1 4,5 5,1 6,2 8,7 4,8
2007.I 3,9 4,1 5,7 6,4 4,3 7,2 5,2
2007.II 0,6 8,7 6,0 6,2 6,6 12,4 6,5
2007.III 4,7 7,0 5,4 5,8 4,9 14,2 5,9
2007.IV 4,2 5,0 6,3 7,1 0,7 13,7 6,6
2008.I 4,8 7,1 5,3 7,2 3,0 12,0 6,2
2008.II 11,1 5,2 5,8 7,0 0,5 13,6 6,3
2008.III 5,0 6,8 6,2 8,4 3,9 18,0 7,0
2008.IV 0,8 -2,3 2,1 3,5 0,9 5,5 1,0
2009.I -1,4 -10,8 1,0 2,3 3,2 -9,5 -2,4
2009.II -5,5 -8,0 0,7 4,0 2,2 -8,3 -2,2
2009.III -7,5 -5,8 1,4 4,5 0,3 -3,9 -1,2
2009.IV 1,1 5,7 5,1 7,0 6,1 12,9 5,3
2010.I 6,9 15,3 6,2 7,5 3,0 29,0 9,2
2010.II 10,1 13,0 6,0 5,4 5,1 22,9 8,5
2010.III 5,5 8,3 5,7 5,3 4,8 15,3 6,9
2010.IV 3,1 5,4 5,3 6,8 2,8 7,8 5,7
2011.I 5,4 5,7 4,7 6,4 2,6 8,2 5,2
2011.II 0,7 5,1 4,3 6,6 3,3 8,1 4,7
2011.III 7,7 4,0 2,8 4,0 1,8 5,8 3,5
2011.IV 10,9 1,9 2,1 2,5 1,2 5,5 2,6
2012.I -11,2 2,4 2,2 3,0 2,1 3,1 1,7
2012.II -0,2 -3,2 2,4 2,2 2,1 1,1 1,0
2012.III 4,7 -0,5 3,3 3,9 1,9 -1,5 2,5
2012.IV -5,9 -1,4 3,7 4,8 3,0 0,6 2,5
2013.I 21,5 -1,5 2,8 3,8 -0,1 2,9 2,7
2013.II 10,2 4,4 3,1 4,1 1,2 8,5 4,0
2013.III -2,7 2,9 2,7 3,5 2,5 7,3 2,8
2013.IV 4,2 2,7 2,4 2,6 2,4 4,5 2,6
2014.I 6,9 4,0 2,8 3,7 1,9 4,3 3,5
2014.II 0,2 -3,4 0,6 1,7 1,2 -6,3 -0,4
2014.III 1,1 -3,6 0,4 1,1 1,0 -7,5 -0,6
2014.IV 2,8 -2,6 0,2 2,6 -0,8 -6,7 -0,3
2015.I 7,1 -4,7 -1,1 -1,2 0,0 -9,8 -1,8
2015.II 4,7 -5,5 -2,1 -2,9 -1,2 -12,5 -3,0
2015.III 0,2 -6,4 -3,4 -4,7 -1,4 -14,8 -4,5
2015.IV 0,8 -8,6 -4,1 -6,7 -1,7 -18,7 -5,8
2016.I -8,3 -7,0 -3,5 -5,8 -0,8 -17,3 -5,4
2016.II -6,1 -2,9 -2,7 -4,8 -0,5 -8,6 -3,6
2016.III -6,0 -2,9 -2,2 -3,4 -0,8 -8,4 -2,9
2016.IV -5,0 -2,4 -2,4 -2,9 -0,1 -5,4 -2,5

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