Petróleo e reforma da Previdência puxaram o Ibovespa para baixo nesta quarta-feira

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O principal da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pelos receios ao ritmo do avanço das reformas do governo no Congresso Nacional e pela queda expressiva dos preços do petróleo no mercado internacional.

 

Ibovespa Hoje

O Ibovespa fechou em baixa de 1,17% nesta quarta-feira, 19 de abril de 2017, cotado em 63.406,97. 

O resultado desta quarta foi influenciado, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da mineradora da Petrobras e do Banco do Brasil, que caíram mais de três por cento. Os papéis do Bradesco, do Itaú Unibanco e da Ambev também tiveram queda. Por outro lado, as ações ordinárias (com direito a voto em assembleia) da Vale fecharam em alta. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

 

Ibovespa em Abril

Em abril, após doze pregões, o principal índice de ações brasileiro acumula uma desvalorização de 2,43%. Ao longo do mês, foram realizados cinco pregões de alta contra sete de baixa. No pregão do dia 31 de março, o indicador encerrou cotado em 64.984,07 pontos.

 

Ibovespa em 2017

Em 2017, após setenta e quatro pregões, o Ibovespa acumula uma valorização de 5,28%. No último pregão de 2016, o principal índice acionário do país fechou cotado em 60.227,29 pontos. Ao longo do ano, foram registrados trinta e quatro pregões de baixa contra quarenta de alta.

 

Cenário Externo

No exterior, o preço do barril negociado nas principais bolsas de mercadorias mundiais teve um dia de grandes perdas.

 

Cenário Interno

O governo cedeu à pressão da oposição e concordou em adiar a votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados para o início de maio, depois de ter colocado como objetivo iniciar a apreciação já na semana que vem.

O relatório final da proposta de reforma apresentado nesta quarta-feira propõe idade mínima progressiva para aposentadoria de homens e mulheres e idade mínima de 55 anos para policiais da esfera federal, por exemplo.

A reforma da Previdência é considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem. Na véspera, o governo já havia aceitado modificar pontos importantes do texto original, como idade mínima de aposentadoria para mulheres, para tentar garantir a votação da matéria.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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