BTG diz quais ações podem perder mais com fim da desoneração da folha

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O governo corre para tentar aprovar uma medida provisória (MP 774) que encerre a desoneração da folha de pagamento das empresas, o que poderia injetar aproximadamente R$ 4,8 bilhões aos cofres federais ainda este ano.

O BTG Pactual fez um exercício sobre o eventual impacto que a retirada do benefício teria sobre a geração de caixa (Ebitda) das empresas que faz cobertura e fazem o uso da desoneração. Conforme reportagem de Gustavo Kahil, do site Moneytimes, a mais afetada seria a Marcopolo, com impacto de 20% sobre seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

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A questão agora recai sobre a possibilidade de o recesso parlamentar do meio do ano ser adiado, ou não, por conta da crise política e necessidade de avançar com as reformas trabalhista e previdenciária e a pauta ser colocada à votação nas próximas semanas.

O senador Airton Sandoval, relator da MP, recomendou nesta terça-feira (20) a aprovação do texto, mas com o critério de manter setores previstos inicialmente como tecnologia da informação e comunicação (alíquota de 4,5%), “call center” (alíquota de 3%), projeto de circuitos integrados (alíquota de 4,5%), couro (alíquota de 2,5%), calçados (alíquota de 1,5%), confecção/vestuário (alíquota de 2,5%) e empresas estratégicas de Defesa (alíquota de 1,5%).

Além disso, a posição do relator é de que a vigência ocorra apenas a partir de 1º de janeiro de 2018. “A vigência no meio do exercício financeiro [1º de julho] é o que mais me incomodou”, afirmou o senador, avaliando que a medida editada pelo governo pode gerar prejuízos para o planejamento das empresas. A tendência na comissão mista é que a votação ocorra apenas na semana que vem.

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