PIB brasileiro recuou 0,4% no primeiro trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando comparado a igual período do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,4% no primeiro trimestre de 2017, o décimo segundo resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. O Valor Adicionado a preços básicos teve variação negativa de 0,3% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios recuaram em 0,8%.

Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Agropecuária cresceu 15,2% em relação a igual período do ano anterior. Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no primeiro trimestre e apresentaram crescimento nas estimativas de produção anual e ganho de produtividade (visível na estimativa de aumento proporcionalmente maior da produção na safra de 2017 vis-à-vis a área plantada). Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado no mês de maio, esse é o caso, por exemplo, do milho (46,8%), do fumo (28,4%), da soja (17,5%) e do arroz (13,5%).

A Indústria sofreu queda de 1,1%. Nesse contexto, a Indústria de Transformação apresentou contração de 1,0%. O seu resultado foi influenciado, principalmente, pelo decréscimo da produção produtos alimentícios; produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; móveis; e equipamentos de transporte (exceto veículos automotivos).

A Construção também apresentou redução no volume do valor adicionado: -6,3%. Já a Extrativa Mineral se expandiu em 9,7% em relação ao primeiro trimestre de 2016, puxada pelo crescimento da extração de petróleo e gás natural e de minérios ferrosos. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez, registrou expansão de 4,4%, influenciada pelo efeito-base proveniente do desligamento de termelétricas ocorrido entre o 4º trimestre de 2015 e primeiro semestre de 2016.

O valor adicionado de Serviços caiu 1,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a contração de 4,0% de Intermediação financeira e seguros e de 2,5% do Comércio (atacadista e varejista). Também apresentaram resultado negativo as atividades de Transporte, armazenagem e correio (-2,2%), Outros Serviços (-1,8%), Atividades imobiliárias (-0,6%), Administração, saúde e educação pública (-0,7%) e Serviços de informação (-0,3%) – atividade esta que inclui telecomunicações, atividades de TV, rádio e cinema, edição de jornais, livros e revistas, informática e demais serviços relacionados às tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Pelo oitavo trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. No primeiro trimestre de 2017, a Despesa de Consumo das Famílias caiu 1,9%. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito e mercado de trabalho ao longo do período.

A Formação Bruta de Capital Fixo sofreu contração de 3,7% no primeiro trimestre de 2017, a décima segunda consecutiva. Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações de bens de capital e pelo desempenho negativo da construção neste período. A Despesa de Consumo do Governo, por sua vez, teve contração de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram crescimento de 1,9%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços se expandiram em 9,8% no primeiro trimestre de 2017, esta última influenciada pela valorização de cerca de 20% na taxa de câmbio registrada no período.

Dentre as exportações de bens, os bens que registraram os maiores aumentos foram petróleo e gás natural, veículos automotores, produtos de metal, produtos químicos, papel e celulose e minerais metálicos. Na pauta de importações de bens, os aumentos mais relevantes ocorreram em minerais metálicos, derivados do petróleo, produtos do fumo, produtos de borracha, equipamentos de informática, eletroeletrônicos e produtos químicos.

Clique aqui para conferir mais detalhes sobre o PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2017.

 

Série Histórica de Variação Anual Percentual do PIB Brasileiro

Confira abaixo a tabela com todos os valores percentuais de variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro comparando um trimestre com o mesmo período no ano anterior.

Período Agropecuária Indústria Serviços Famílias Governo Investimento           PIB
1996.I 2,6 -6,0 2,7 -1,2 -3,3 -12,7 -0,6
1996.II 2,2 -3,0 3,7 1,8 -0,2 -4,1 1,3
1996.III -0,6 11,3 3,2 5,4 2,8 10,1 5,6
1996.IV 8,9 1,5 -0,3 6,7 -6,8 13,9 2,3
1997.I 7,0 3,3 1,9 7,9 1,2 11,3 3,4
1997.II 4,4 8,0 2,2 6,0 -0,8 10,7 4,8
1997.III 1,5 0,2 1,3 2,1 -5,7 8,5 1,8
1997.IV -11,0 6,4 4,7 -2,8 11,5 3,6 3,7
1998.I -1,4 0,1 1,4 -0,5 1,2 3,5 1,0
1998.II 13,1 -0,3 1,9 -1,1 2,3 2,1 1,5
1998.III 5,2 -2,7 1,8 0,0 5,4 -1,2 0,4
1998.IV -5,3 -5,2 0,7 -1,3 4,0 -4,9 -1,4
1999.I 12,6 -4,2 2,8 -0,9 0,7 -8,4 0,8
1999.II 1,6 -4,4 1,7 -0,6 1,0 -10,4 -0,4
1999.III 3,5 -3,5 0,9 -0,1 1,1 -11,3 -0,6
1999.IV 10,3 1,8 2,0 3,1 3,9 -5,0 2,2
2000.I 6,2 4,6 3,1 3,0 3,6 -0,3 4,4
2000.II 3,4 3,9 3,3 4,2 1,3 3,9 4,0
2000.III 1,5 4,4 4,3 4,7 -2,3 6,8 4,6
2000.IV -1,6 4,7 4,5 4,1 -2,8 8,8 4,6
2001.I 2,9 4,1 2,4 4,0 1,1 10,2 3,5
2001.II 3,0 0,4 3,2 3,1 2,2 2,0 2,3
2001.III 6,0 -2,6 1,7 -1,8 3,5 1,2 0,5
2001.IV 11,1 -3,9 1,0 -1,9 3,6 -7,4 -0,5
2002.I 4,7 -2,3 2,9 0,2 4,3 -7,9 0,5
2002.II 7,3 2,3 2,5 0,7 4,1 -4,3 2,3
2002.III 11,7 5,7 3,4 2,7 4,2 -0,5 4,2
2002.IV 8,8 9,2 3,6 1,6 2,8 7,6 5,2
2003.I 15,4 0,1 1,8 0,0 -0,8 3,1 2,7
2003.II 13,4 -2,0 0,9 -2,0 0,3 -6,8 0,8
2003.III 1,5 1,9 0,5 -0,7 2,0 -6,9 0,6
2003.IV 0,8 0,3 0,8 0,6 4,7 -4,9 0,6
2004.I 0,0 7,4 3,3 0,9 3,6 0,9 3,9
2004.II 2,0 8,9 5,6 3,1 6,5 11,9 6,3
2004.III 4,6 8,8 5,2 4,9 4,3 14,2 6,6
2004.IV 1,5 7,7 5,8 6,6 1,3 7,2 6,2
2005.I 3,2 4,2 4,5 5,3 3,7 1,4 4,2
2005.II 2,4 5,2 4,2 4,8 0,6 3,0 4,5
2005.III -2,0 -1,1 3,5 4,4 1,7 0,9 2,1
2005.IV 0,4 0,2 2,5 3,3 2,1 2,6 2,2
2006.I 0,5 3,3 4,6 4,9 3,0 8,8 4,3
2006.II -0,3 -1,9 3,9 5,8 2,4 3,6 2,3
2006.III 11,1 2,5 4,4 5,3 2,6 5,8 4,5
2006.IV 10,3 4,1 4,5 5,1 6,2 8,7 4,8
2007.I 3,9 4,1 5,7 6,4 4,3 7,2 5,2
2007.II 0,6 8,7 6,0 6,2 6,6 12,4 6,5
2007.III 4,7 7,0 5,4 5,8 4,9 14,2 5,9
2007.IV 4,2 5,0 6,3 7,1 0,7 13,7 6,6
2008.I 4,8 7,1 5,3 7,2 3,0 12,0 6,2
2008.II 11,1 5,2 5,8 7,0 0,5 13,6 6,3
2008.III 5,0 6,8 6,2 8,4 3,9 18,0 7,0
2008.IV 0,8 -2,3 2,1 3,5 0,9 5,5 1,0
2009.I -1,4 -10,8 1,0 2,3 3,2 -9,5 -2,4
2009.II -5,5 -8,0 0,7 4,0 2,2 -8,3 -2,2
2009.III -7,5 -5,8 1,4 4,5 0,3 -3,9 -1,2
2009.IV 1,1 5,7 5,1 7,0 6,1 12,9 5,3
2010.I 6,9 15,3 6,2 7,5 3,0 29,0 9,2
2010.II 10,1 13,0 6,0 5,4 5,1 22,9 8,5
2010.III 5,5 8,3 5,7 5,3 4,8 15,3 6,9
2010.IV 3,1 5,4 5,3 6,8 2,8 7,8 5,7
2011.I 5,4 5,7 4,7 6,4 2,6 8,2 5,2
2011.II 0,7 5,1 4,3 6,6 3,3 8,1 4,7
2011.III 7,7 4,0 2,8 4,0 1,8 5,8 3,5
2011.IV 10,9 1,9 2,1 2,5 1,2 5,5 2,6
2012.I -11,2 2,4 2,2 3,0 2,1 3,1 1,7
2012.II -0,2 -3,2 2,4 2,2 2,1 1,1 1,0
2012.III 4,7 -0,5 3,3 3,9 1,9 -1,5 2,5
2012.IV -5,9 -1,4 3,7 4,8 3,0 0,6 2,5
2013.I 21,5 -1,5 2,8 3,8 -0,1 2,9 2,7
2013.II 10,2 4,4 3,1 4,1 1,2 8,5 4,0
2013.III -2,7 2,9 2,7 3,5 2,5 7,3 2,8
2013.IV 4,2 2,7 2,4 2,6 2,4 4,5 2,6
2014.I 6,9 4,0 2,8 3,7 1,9 4,3 3,5
2014.II 0,2 -3,4 0,6 1,7 1,2 -6,3 -0,4
2014.III 1,1 -3,6 0,4 1,1 1,0 -7,5 -0,6
2014.IV 2,8 -2,6 0,2 2,6 -0,8 -6,7 -0,3
2015.I 7,1 -4,7 -1,1 -1,2 0,0 -9,8 -1,8
2015.II 4,7 -5,5 -2,1 -2,9 -1,2 -12,5 -3,0
2015.III 0,2 -6,4 -3,4 -4,7 -1,4 -14,8 -4,5
2015.IV 0,8 -8,6 -4,1 -6,7 -1,7 -18,7 -5,8
2016.I -8,3 -7,0 -3,5 -5,8 -0,8 -17,3 -5,4
2016.II -6,1 -2,9 -2,7 -4,8 -0,5 -8,6 -3,6
2016.III -6,0 -2,9 -2,2 -3,4 -0,8 -8,4 -2,9
2016.IV -5,0 -2,4 -2,4 -2,9 -0,1 -5,4 -2,5
2017.I 15,2 -1,1 -1,7 -1,9 -1,3 -3,7 -0,4

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