Fique de olho: mercado reduz Selic para 8%; China cresce mais; IGP-10 cai; pré-sal tem recorde

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Boletim Focus: mercado reduz projeção para os juros básicos

A projeção para a taxa de juros deste ano foi revista para baixo, mesmo movimento verificado para a variação do IPCA de 2017 e 2018, segundo as estimativas coletadas até o dia 14 de julho e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana da taxa Selic recuou de 8,25% para 8,00% para o final de 2017 e permaneceu em 8,00% para 2018. As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,38% para outra de 3,29% para 2017 e de 4,24% para 4,20% para 2018. Já a mediana das projeções para o crescimento do PIB ficou estável em 0,34% para este ano e em 2,00% para o ano que vem. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio passou de US$/R$ 3,35 para US$/R$ 3,30 para o final deste ano e permaneceu em R$/US$ 3,45 para o final do próximo ano.

China cresce 6,9%, mais que o esperado

A despeito dos ajustes em curso de diversas políticas econômicas, a economia chinesa seguiu forte no segundo trimestre. Surpreendendo as expectativas, que apontavam para expansão do PIB de 6,8%, o crescimento ficou em 6,9% de abril a junho em relação ao segundo trimestre do ano passado, mantendo o mesmo ritmo dos primeiros três meses deste ano. Na comparação trimestral, o avanço chegou a 1,7%. A produção industrial cresceu 7,6% em junho em relação ao mesmo mês de 2016, superando o esperado (6,5%) e o registrado em maio (6,5%). Os investimentos em ativos fixos, por sua vez, continuaram fortes, com expansão acumulada no ano de 8,6%, praticamente em linha com o esperado (8,5%), mantendo a mesma elevação verificada até maio (8,6%). Os investimentos no setor industrial e de infraestrutura, com altas de 6,6% e 17,3% até junho, nessa ordem, aceleraram ante maio, quando esses segmentos tinham indicado elevações respectivas de 5,9% e 13,1%. Os investimentos no setor imobiliário, contrariando as expectativas de que perderiam força, também avançaram no período, passando de um crescimento de 7,3% para outro de 7,9% nesse mesmo período. As vendas do varejo, por fim, registraram expansão interanual de 11,0%, acima do consenso de mercado (10,6%) e da alta observada em maio (10,7%). Dessa forma, os sinais para o segundo semestre se mostram mais favoráveis do que esperávamos meses atrás. Isso porque o aperto das políticas econômicas – especialmente daquelas voltadas ao setor imobiliário e ao mercado financeiro – tem acontecido de forma moderada, com impactos limitados sobre a economia real. Segundo o Bradesco, o crescimento da economia chinesa tende a desacelerar nos trimestres à frente, mas sem comprometer a meta de expansão do PIB de 6,5% estipulada para este ano.

Pré-sal bate recorde de produção e puxa resultado de junho

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras , em junho, foi de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Desse total, 2,70 milhões boed foram produzidos no Brasil e 113 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no país foi de 2,20 milhões de barris por dia (bpd), volume 0,6% superior ao de maio.
O resultado se deve, principalmente, ao retorno à produção, após parada programada, da plataforma P-43 – localizada nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos- e do FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. Em junho, a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 80,3 milhões de m³/d, 1,8% acima do mês anterior. Esse aumento decorre, principalmente, do retorno à produção do FPSO Cidade de Mangaratiba. Em junho, a produção de petróleo operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, atingiu dois novos recordes: o mensal, com a produção de 1,35 milhão bpd, e o diário, alcançado no último dia 19 de junho, de 1,42 milhão de barris. Além disso, a produção de petróleo e gás natural operada alcançou o novo recorde de 1,69 milhão de boed. Contribuíram para esse resultado o início de produção da plataforma P-66, no campo de Lula, e a entrada em produção, ao longo deste ano, de novos poços produtores conectados aos FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema – todos instalados na Bacia de Santos.

IGP-10 acentua deflação e IPC-S cai menos

O Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) registrou variação de -0,84% em julho, acelerando a queda de 0,62% do mês anterior. Esse resultado reflete principalmente a retração nos preços ao produtor, puxada pelos produtos agropecuários. Nos preços ao consumidor, houve retração em três das oito classes de despesas, com destaque para habitação e transportes, que caíram pela redução nos custos com eletricidade e combustíveis. Em doze meses o IGP-10 registra queda de 1,79% e no acumulado desse ano -2,25%. Já o IPC-S teve deflação menor. No índice de preços ao consumidor semanal a variação foi de -0,05%, reduzindo a queda de 0,18% registrada na última divulgação. Houve aceleração nos preços em habitação, comunicação e educação, leitura e recreação. Porém, esse efeito foi compensado pela taxa de variação negativa nos grupos alimentação e transportes, bem como pela desaceleração nas demais categorias.

JBS vende ativos no Canadá

A JBS segue vendendo ativos para honrar seus compromissos com a Justiça. A companhia celebrou um acordo para a alienação de sua operação de confinamento e uma fazenda adjacente, no Canadá, à MCF Holdings Ltd. pelo valor de 50 milhões de dólares canadenses (cerca de US$ 40 milhões). O acordo prevê que a MCF irá continuar fornecendo gado para a unidade de produção de carne bovina da JBS Canadá. A conclusão da transação está condicionada à aprovação pelas autoridades competentes. Notícia positiva para a companhia, avalia a corretora Coinvalores, pois irá ajudar em sua desalavacagem, entretanto, continuamos não recomendando o posicionamento em seus papéis pois os problemas envolvendo os seus principais executivos irão continuar afetando as suas operações.

As informações são de agências de notícias e corretoras.

 

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