Eletrobras dispara 20% em Nova York após anúncio de privatização

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Os papéis da Eletrobras (EBR) disparam 20% nas negociações “after-market” de Nova York após a empresa anunciar que irá estudar a sua “desestatização”, com sua consequente democratização na Bolsa, a exemplo do que já foi feito com a Embraer e a Vale.

Há instantes, os ativos que representam as ações ordinárias (BOV:ELET3) no Brasil eram negociados a US$ 5,34, com alta de 20%. Na B3, os papéis terminaram o dia negociados a R$ 14,20 (+3,35%). Em comunicado, a empresa informou ter recebido uma carta do Ministro de Estado Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, com a proposta de levar ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, a desestatização da Eletrobras.

“A Companhia esclarece ao mercado que a efetivação da operação em referência depende de autorizações governamentais, avaliação das autorizações legais e regulatórias que serão necessárias, avaliação do modelo a ser adotado e observância dos procedimentos específicos, por ser tratar de sociedade de economia mista, de capital aberto, com ações listadas na Bolsa de São Paulo (B3 – Brasil, Bolsa, Balcão), de Nova York (NYSE) e Madri (Latibex). A Companhia manterá o mercado informado acerca do assunto de que trata o presente Fato Relevante”, conclui o comunicado.

Veja a íntegra da carta enviada à companhia pelo Ministério de Minas e Energia:

O Ministério de Minas e Energia comunicou hoje, 21, à Eletrobras que proporá ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal a redução da participação da União no capital da empresa, com sua consequente democratização na Bolsa de Valores, a exemplo do que já foi feito com Embraer e Vale.

A medida trará maior competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas às estatais. Esse movimento permitirá à Eletrobrás implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no Novo Mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão.

A decisão do Ministério foi adotada após profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação da empresa.

Apesar de todo o esforço que vem sendo desenvolvido pela atual gestão, as dívidas e ônus do passado se avolumaram e exigem uma mudança de rota para não comprometer o futuro da empresa.

Os problemas decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que impactaram a sociedade em cerca de um quarto de trilhão de reais, concorrendo pelo uso de recursos públicos que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde.

Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios. O governo permanecerá como acionista, recebendo dividendos ao longo do tempo. A empresa passará a dar lucro e não prejuízo, o que beneficiará Estados e Municípios com o aumento na arrecadação de impostos. A União manterá poder de veto na administração da companhia, garantindo que decisões estratégicas no setor sejam preservadas, tais como os encargos setoriais da CDE e o financiamento de projetos de revitalização do Rio São Francisco. A nova Eletrobrás segue um modelo de êxito adotado em diversos países, como Portugal, França e Itália, que transformaram suas estatais de energia elétrica em grandes corporações que atuam no mundo inteiro e mantêm sua identidade nacional.

Brasília, 21 de agosto de 2017

Assessoria de Comunicação Social

Ministério de Minas e Energia
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Fonte: Money Times. 

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