Lucro da Eletrobras é de R$ 306 milhões no 2º tri, queda de 97%

Google+ LinkedIn

A Eletrobras (BOV:ELET6registrou no segundo trimestre de 2017 um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 306 milhões no período, o que representa uma queda de 97,5% em relação aos R$ 12,722 bilhões apurados no mesmo período de 2016. No primeiro semestre, os ganhos acumulados pela estatal foram de R$ 1,699 bilhão, recuo de 80,7% ante os R$ 8,824 bilhões apurados em 2016.

O lucro líquido ficou 39,6% abaixo da média das estimativas da Prévia Broadcast. Foram consultadas três casas (Morgan Stanley, Safra e Santander), com estimativas entre R$ 245 milhões e R$ 740 milhões, portanto uma média de R$ 507 milhões. A empresa registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 3,005 bilhões no segundo trimestre de 2017, uma queda de 87% ante os R$ 23,385 bilhões do mesmo período do ano passado.

No primeiro semestre, o Ebitda totalizou R$ 7,434 bilhões, queda de 65% na comparação anual. O Ebitda reportado superou em 93% as projeções, cuja média era de R$ 1,55 bilhão. De abril a junho deste ano, a receita operacional líquida somou R$ 9,094 bilhões, um recuo de 72% ante igual intervalo do ano passado. No total dos seis primeiros meses do ano, a receita atingiu R$ 17,954 bilhões, queda de 55%. O número também ficou acima das estimativas, que variavam entre R$ 6,73 bilhões e R$ 8,63 bilhões.

A queda do lucro da Eletrobras está relacionada a eventos não recorrentes anotados nos dois períodos comparados. No segundo trimestre do ano passado, a companhia anotou o registro de ativo financeiro relacionado à indenização por ativos anteriores a maio de 2000 não amortizados, conhecidos como Rede Básica Sistemas Existentes (RBSE), que inflou os resultados do período.

Já neste ano, conforme destacou a estatal, o número também foi pressionado pela provisão dos custos relacionados ao Plano de Aposentadoria Extraordinário (PAE), no montante de R$ 706 milhões. A companhia indicou que o plano obteve a adesão de 2.097 funcionários, o que representa uma expectativa de economia anual de R$ 874 milhões. “O número poderá ser maior, pois a Amazonas GT não implementou ainda o PAE”, disse a companhia, que ainda deve detalhar os resultados e outros avanços do plano estratégico em evento com a imprensa previsto para a tarde desta sexta-feira, 11.

Desconsiderando estes efeitos e outros itens considerados não recorrentes, como despesas com investigação independente, achados da investigação, provisões para contingência, impairment e provisão para perdas em investimentos, a Eletrobras apresentou um lucro líquido gerencial de R$ 162 milhões no segundo trimestre deste ano, uma melhora de 203% ante os R$ 157 milhões reportados em igual etapa de 2016. Com isso, a companhia acumulou um prejuízo gerencial de R$ 38 milhões no primeiro semestre, montante 93% menor na comparação anual. Já o Ebitda gerencial avançou 83% no trimestre, para R$ 1,923 bilhão, e teve expansão de 77% nos primeiros seis meses do ano, para R$ 3,337 bilhões.

Provisões

A Eletrobras anotou no segundo trimestre deste ano uma reversão de provisões de R$ 499 milhões, que se compara a uma provisão de R$ 3,574 bilhões realizada no mesmo período do ano passado. Tal fator explica em grande medida a queda de 44,8% nas despesas operacionais entre abril e junho, para R$ 3,757 bilhões. Conforme explicou a Eletrobras em seu informe trimestral, a reversão de provisões foi realizada no item de contratos onerosos de R$ 907 milhões, sendo R$ 264 milhões relativas a Angra 3 e R$ 380 milhões referentes a Amazonas 3. Por outro lado, a companhia anotou impairment de R$ 118 milhões.

Ainda dentre as despesas operacionais, destaque para o aumento de 68,3%, para R$ 2,404 bilhões, nos custos com pessoal, influenciado pelo início do Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE), no montante de R$ 706 milhões, referente adesões até 14 de julho. Além disso, a alta também refletiu o reajuste 2016-2017 de 9% ocorrido após o segundo trimestre e o 4% de reajuste de 2017-2018 a partir de maio deste ano, explicou a companhia.

O Money Times busca ser uma referência independente em informações de relevância para o mercado: investidores, analistas, gestores ou entusiastas do ambiente econômico brasileiro.

Deixe um comentário

Esta área do website ADVFN.com é destinada para comentários e anáises individuais independentes. Estes blogs são administrados por autores independentes através de uma plataforma de alimentação comum, não representando as opiniões da ADVFN. A ADVFN não monitora, aprova, altera ou exerce controle editorial sobre estes artigos, não aceitando, portanto, ser responsabilizada por tais informações. As informações disponibilizadas no website ADVFN.com destina-se para sua informação em geral mas não, necessariamente, para suas necessidades particulares. As informações não constituem qualquer forma de recomendação ou aconselhamento por parte da ADVFN.COM.