PMC de Julho de 2017: Vendas no varejo brasileiro acumulam queda de 2,3% nos últimos 12 meses

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no comércio varejista brasileiro decaiu 2,3% nos últimos doze meses (período entre agosto de 2016 e julho de 2017). A comparação foi realizada contra o período de doze meses anterior (entre agosto de 2015 e julho de 2016). Tal dado foi obtido na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em julho e divulgada em setembro de 2017.

Com isso, o indicador acumulado nos últimos doze meses (-2,3%) manteve a redução do ritmo de queda, iniciada em outubro de 2016 (-6,8%).

Outro dado obtido refere-se à pesquisa ampliada do comércio varejista, que inclui as vendas dos setores de veículos, motos, partes e peças e de material de construção. Essa pesquisa ampliada aponta um resultado negativo ainda maior na comparação entre os volumes de venda aferidos no período entre agosto de 2016 e julho de 2017 e nos doze meses anteriores: -2,8%.

Com relação às receitas nominais geradas pelo setor entre os dois períodos de doze meses, houve um crescimento de 2,8%. Considerando, porém, o comércio varejista ampliado, a taxa comparativa dos últimos doze meses fechou julho deste ano com um acréscimo de 0,9%.

Volume de Vendas Acumulado 12 Meses (%)
Volume de Vendas no Mercado Varejista -2,3
Volume de Vendas no Mercado Varejista Ampliado -2,8
Receita Nominal no Mercado Varejista 2,8
Receita Nominal no Mercado Varejista Ampliado 0,9

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em julho de 2017.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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