Vendas no varejo brasileiro não registraram crescimento mensal em Julho de 2017

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De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em julho de 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista nacional não registrou variação no volume de vendas em relação ao mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente, após acumular 2,2% em três meses consecutivos de expansão, na série com ajuste sazonal.

Mesmo com o comportamento positivo dos últimos meses, o patamar das vendas de julho de 2017 encontra-se 8,7% abaixo do nível recorde alcançado em novembro de 2014.

O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção registrou variação de 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior (série com ajuste) para o volume de vendas.

A receita nominal registrada no comércio varejista em julho de 2017 teve variação positiva de 0,3% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Para o comércio varejista ampliado, a receita nominal não registrou variação mensal em relação ao mês anterior.

Volume de Vendas Variação Mensal (%)
Volume de Vendas no Mercado Varejista 0,0
Volume de Vendas no Mercado Varejista Ampliado 0,2
Receita Nominal no Mercado Varejista 0,3
Receita Nominal no Mercado Varejista Ampliado 0,0

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em julho de 2017.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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