Empréstimos imobiliários crescem 8,2% em setembro; no ano, queda é de 2,9%

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Em setembro, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 3,41 bilhões, com queda de 22,7% em relação a agosto e alta de 8,2% comparativamente a setembro do ano passado, informou hoje a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No acumulado do ano, os financiamentos somaram R$ 32,63 bilhões, 2,9% menos que em igual período de 2016.​​​​​​​

Nos 12 meses compreendidos entre outubro de 2016 e setembro de 2017, os financiamentos acumularam R$ 45,64 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, retração de 3,2% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes.​​​​​​​

Número de unidades financiadas cresce 17,8%

Foram financiados em setembro, nas modalidades de aquisição e construção, 14,4 mil imóveis, refletindo queda de 21,6% em relação a agosto, mas aumento de 17,8% sobre setembro de 2016. Com isso, no acumulado de nove meses de 2017, foram financiadas aquisições e construções de 131,8 mil imóveis, queda de 11% em relação ao mesmo período de 2016, quando 148,1 mil unidades foram objeto de financiamento bancário.

Em 12 meses, o financiamento envolveu a aquisição e a construção de 183,45 mil imóveis, queda de 12% relativamente aos 12 meses precedentes.

Poupança capta em setembro, mas perde no ano 

Em setembro, pelo quinto mês consecutivo, a poupança teve captação líquida com entradas líquidas de R$ 3,17 bilhões, em contraste com o ocorrido em igual mês do ano passado, quando a diferença entre depósitos e saques foi negativa em R$ 1,91 bilhão.
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Apesar do bom desempenho da poupança dos agentes do SBPE nos últimos meses, no acumulado de 2017, a aplicação acumula resgate líquido de R$ 2,3 bilhões. Entretanto, bem reduzido em relação ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados saques líquidos de R$ 41 bilhões.

No acumulado de 12 meses, até setembro, o saldo líquido das contas de poupança já é positivo em R$ 7,6 bilhões, o que não se verificava desde março de 2015.

O cenário macroeconômico mais favorável dos últimos meses, com inflação em queda e expectativa de novas reduções da taxa Selic, vem propiciando um ambiente mais competitivo para a caderneta de poupança. A previsão é que a caderneta encerre o ano com captação líquida, interrompendo um período de dois anos de perdas.​​​​​​​

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