PMC: Volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu em 17 dos 27 locais pesquisados pelo IBGE em Agosto de 2017

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No comércio varejista brasileiro, 17 das 27 unidades da federação apresentaram variações negativas no volume de vendas em agosto de 2017, em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Os destaques, em termos de magnitude de queda, foram Amazonas (-3,2%) e São Paulo (-1,7%). Por outro lado, Tocantins (5,5%); Rondônia (3,9%) e Roraima (2,6%) mostraram avanço nas vendas frente a julho de 2017.

Na comparação com agosto de 2016, o crescimento do volume de vendas no varejo teve perfil disseminado, que alcançou 21 unidades da federação. Os destaques, em termos de magnitude de taxa, foram: Santa Catarina (16,4%); Acre (12,9%); e Rondônia (12,8%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se com as principais influências: São Paulo (1,9%); Rio do Sul (8,9%); Paraná (7,8%) e Santa Catarina (16,4%).

Quanto ao comércio varejista ampliado, 24 unidades da federação apresentaram variações positivas para o volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque, em termos de magnitude da taxa, para Santa Catarina (18,9%); Rio Grande do Sul (17,0%); Amazonas e Espírito Santo (ambos com 15,8%). Entretanto, em termos de influência no resultado global, figuram: São Paulo (6,7%); Santa Catarina (18,9%) e Rio Grande do Sul (17,0%).

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em Agosto de 2017.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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