Estoques de petróleo, balanços e dados chineses

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Mercados Globais

Índices futuros nos EUA oscilam próximos (mas abaixo) da estabilidade ao passo que as bolsas europeias e asiáticas retraíram, movimentos liderados por uma forte queda dos ativos bancários e enfraquecimento do dólar, além de incertezas na aprovação da reforma republicana de corte de impostos. Na Europa, em especifico, os ativos bancários sofrem com o risco Brexit.

Mercados globais iniciaram o dia com os dados chineses da balança comercial. As commodities reagiram de forma mista: se por um lado houve um aumento das importações de petróleo e cobre, por outro, houve uma queda das importações de minério de ferro. Levando em conta o total de importações, houve um avanço de 15,9% em outubro, na comparação anual. Já as exportações avançara, 6,1%. Ainda bastante aguardado são os indicadores chineses para o índice de preços ao consumidor e ao produtor, que serão divulgados no próximo pregão chinês.

Com o mercado de petróleo ainda em foco, deve-se aguardar com cuidado aos estoques de petróleo bruto às 13:30. A expectativa é de que haja uma queda de 2,876 milhões de barris, consolidando uma tendência de alta para os preços do petróleo.

Veja os estoques desde o início do ano:

 

Ao mesmo tempo, deve-se atentar ao nível de produção nos EUA, que continua a se ajustar após os furacões Harvey e Irma. De acordo com a OPEP, os Estados Unidos deverá ser o maior produtor de petróleo fora do Cartel. Veja o nível de produção de petróleo bruto nos EUA, após os declínios causados pelos desastres:

 

Brasil

No Brasil, o dia conta com a divulgação de diversos balanços trimestrais de empresas como: Gerdau, Gol, Movida, Queiroz Galvão, Ultrapar, SLC Agrícola, Totvs, Taesa, etc. Além disso, há as empresas que divulgaram seus números ontem, após o fechamento do mercado, como Guararapes e MRV.

O mercado deve reagir, junto ao noticiário corporativo, ao noticiário político. Sendo assim, os agentes vão se atentar a qualquer notícia política que seja relevante para a reforma da previdência, uma vez que o governo deve articular em torno da reforma.

Ademais, o IGP-DI apresentou uma variação de 0,10% em outubro, acumulando uma queda de 1,94% no ano e 1,07% em doze meses. O grupo Alimentação, desta vez, registrou uma variação positiva de 0,24% (ante -0,48%). No entanto, a maior contribuição para a alta do índice geral de preços veio do grupo Habitação (+0,70% ante -0,40%), devido ao aumento em tarifas de eletricidade residencial.

 

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