Maia diz não ter informação sobre falta de condições para votar Previdência semana que vem

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira(7) não ter informação de que não há condições para votar a reforma de previdência na próxima semana. Durante uma rápida entrevista a jornalistas, Maia afirmou ainda que colocar a reforma em votação com expectativa de derrota pode reduzir ainda mais os votos favoráveis à proposta.

Maia admitiu que o prazo para votação, ainda em 2017, é curto. “Nossa agenda é curta, mas a gente precisa reunir condições para votar, temos, no máximo, dez dias, vamos trabalhar com esse prazo para criar condições. Por mais difícil que seja, a gente vai tentar isso até o último dia. A Câmara funciona até o dia 22, temos que trabalhar com todas as datas possíveis”, disse.

Segundo Maia, a proposta está em discursão até que haja votos para aprová-la em algum momento. Para o deputado, o  tema continuará  sendo debatido nas eleições porque não há solução para as contas públicas que não passe pela reforma previdenciária. “Não há solução possível fora da reforma da Previdência”, insistiu.

O presidente da câmara disse que continuará trabalhando para garantir a votação ainda este ano.“Se for votar essa matéria e a expectativa for de derrota, você vai ficar no máximo com 200 votos. Com a expectativas de vitória, você pode ter até mais do que a gente imagina. Se a expectativa for de derrota, deputado não vota: ou ele vota ou ele sai do plenário”, finalizou

Critícas 

Maia criticou a aprovação de ontem (6/12), no plenário do Senado, de um reforço para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2017, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), garante um ponto percentual a mais do repasse da União relativo à arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A matéria ainda precisa ser discutida pela Câmara. “A gente sabe que precisa rever o pacto federativo. Se nós não fizermos um debate sério sobre previdência, a gente não terá recurso para discutir nem apoiar prefeitos nem estados”, alertou, acrescentando que sem a reforma da Previdência não haverá recursos para repassar aos entes federativos.

“Temos que alertar todos, inclusive aqueles que têm trabalho contra a reforma da Previdência, que ela não é contra nenhuma corporação ou servidor. Pelo contrário, é a favor das pessoas que querem fazer política séria”, defendeu. O presidente da Câmara lembrou o caso do Rio de Janeiro, onde servidores têm dúvidas se vão receber salários , aposentadorias e décimo terceiro. “Para que isso não ocorra no Brasil, a gente precisa votar a reforma da Previdência, concluiu, pedindo responsabilidade dos partidos com o país.

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