Eletrobras quer vender 74 empresas até abril

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A Eletrobras (BOV:ELET3) (BOV:ELE6) pretende vender 74 sociedades de propósito específico (SPE), empresas em que é sócia, até abril, dentro de seu plano de privatização, afirmou hoje o presidente da empresa, Wilson Ferreira. “Vamos anunciar em fevereiro, com aprovação do Conselho, o cronograma de  venda dessas empresas. Nossa intenção é fazer essa venda até abril”, afirmou.

Segundo ele, os sócios já estão sendo consultados para se manifestar se querem comprar a parte da estatal. “Deve ter muito interesse, pretendemos vender as 74 SPE até abril”, afirmou, após participar do 2018 Latin América Investment Conference, do banco Credit Suisse.

Segundo ele, nas próximas semanas a Eletrobras deverá divulgar um plano de venda das SPEs.

Ferreira espera que o projeto de lei autorizando a privatização da empresa e o texto regulamentando o setor devem ser aprovados até julho. Por isso, a empresa deverá estar pronta para a venda até junho. A expectativa, diz, é que a privatização ocorra por meio da emissão de novas ações da Eletrobras, o que diluiria o controle do governo.

“Vamos para o segundo semestre nos preparando para uma emissão de R$ 12 bilhões, e a empresa precisa estar preparada, inclusive para oferecer uma taxa de retorno compativel”, disse. Segundo ele, o processo de ajuste iniciado há dois anos na empresa já garantiu um aumento de volumes e preços de 70% e ajustou a dívida, que deve cair para menos de 3 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida) no fim deste ano.

Segundo Ferreira, uma questão importante é a dos créditos das distribuidoras que serão vendidas, e que alcançam R$ 3,5 bilhões e mais R$ 5 bilhões em fiscalizações da Agência Nacional de Energia Elétrica. “A Medida Provisória 214 já prorrogou a dívida de R$ 3,5 bilhões de dezembro de 2017 para dezembro de 2018, mas é preciso que a assembleia da empresa no dia 28 defina se esse crédito passará para a holding”, explicou.

Há também a questão de dívidas de R$ 11 bilhões das empresas, que teriam de ser transferida para a Eletrobras, para tornar viável a venda das distribuidoras. “O acionista controlador é soberano, nós recomendamos que ele transfira R$ 11 bilhões e deixe os 8,5 bilhões dentro das distribuidoras. Ele pode ou não fazer isso.”, disse Ferreira. Segundo ele, uma medida provisória divulgada pelo governo no fim do ano torna esses créditos mais líquidos.

Se não conseguir privatizar Eletrobras, Ferreira alerta que a empresa terá capacidade alavancagem limitada, com um  sócio controlador sem capacidade de injetar dinheiro. Como tem obras para fazer, vai ter de pensar em vender ativos. “A situação será melhor, pois a empresa foi ajustada, mas não consegue ir sozinha, precisa vender ativos.”

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