EUA criam mais empregos que o esperado, mas hora paga cresce menos; bolsas sobem

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A economia americana criou 313 mil empregos em fevereiro, o melhor número desde julho de 2016 e acima dos 202 mil empregos esperados pelo mercado. O número de janeiro também foi revisado de 200 mil para 239 mil.

Já o desemprego caiu ligeiramente de 4,1% em janeiro para 4,0% em fevereiro. Apesar da alta do emprego, o dado referente à hora paga, que mexeu com os mercados no mês passado, subiu menos, 0,1%, ante uma projeção de alta de 0,2% e uma elevação de 0,3% em janeiro. Em 12 meses, a alta do ganho por hora foi de 2,6%, menor que os 2,9% de janeiro e que foi a maior alta desde 2009.

A medida foi bem recebida pelos mercados, que temiam a continuidade dos ganhos por hora e que poderiam levar a pressões inflacionárias, explica Pablo Stipanicic Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.

Segundo ele, o dólar, que estava na máxima do dia no Brasil, recuou. A moeda americana cai 0,26%, para R$ 2,2559 para venda no mercado comercial. Se a inflação subir além dos 2% ao ano esperados pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), o juro nos EUA terá de subir mais e isso reduzirá o interesse por ativos de risco, como bolsas e mercados emergentes.

“A hora paga veio abaixo do esperado, o que não pressiona a inflação americana e não pressiona o Fed a subir o juro, uma boa notícia para os mercado emergentes”, afirma Spyer. “Em outras palavras, o PIB ainda tem espaço para crescer sem pressionar a inflação, ou seja, é possível ainda contratar as pessoas com salários abaixo do esperado”.

 O dólar subiu no exterior diante de outras moedas e os índices futuros da bolsa americana sobem. No Brasil, o Índice Bovespa subia 0,73%, para 85.606 pontos. Os mercados estão também se ajustando às notícias do aumento das alíquotas de importação de aço e da proposta do ditador Kim Jong-Un de se reunir com o presidente americano Donald Trump para discutir uma proposta de acordo de paz e redução de armas nucleares.

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