Inflação americana em linha; Vendas no varejo surpreende

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Nesta terça-feira (13), os principais índices acionários negociam de forma mista, sem uma direção definida. Na Ásia, os mercados fecharam com leve alta, enquanto na Europa o principal índice (Eurostoxx 600) oscila próximo da abertura, em um dia de baixo fluxo de notícias. O indicador mais aguardado de hoje foi o índice de preços ao consumidor (IPC), nos Estados Unidos.

Mercados Globais

Divulgado às 09:30, pouco impactou nos negócios até o momento, trazendo dados mistos para o quebra-cabeça da inflação americana. O IPC veio em linha com as expectativas, registrando alta de 0,2%. O seu núcleo também veio em linha com as expectativas, de 0,2%. Veja abaixo a divulgação mensal do índice, que apresentou uma desaceleração ante alta de 0,5% em janeiro:

O IPC não tem muito efeito sob as projeções do Federal Reserve, no entanto, continua a ser um forte indicador para mostrar a variação de preços para bens e serviços e sinalizar a trajetória da inflação. Em um momento em que a economia está aquecida, a inflação tem se mostrado fraca e dá poucos sinais de ajuste. Isso anima os mercados e corrobora para a abordagem gradualista de alta do fed funds.

Em Wall Street, os índices futuros sinalizam uma abertura de alta, enquanto o dólar cai. O dólar passou a cair após a divulgação, uma vez que não há uma pressão adicional sobre os juros. O índice para o dólar tem queda de 0,22% e o euro registra alta de 0,28%.

Brasil

No mercado local, a abertura foi de alta. O movimento externo e a reação levemente positiva aos dados para a inflação devem dar um ânimo aos negócios. O dólar, como já mencionado, tem uma desvalorização:

Ainda no cenário interno, diversas empresas têm reações mistas em meio a divulgação de balanços e ao anuncio de dividendos. Na agenda de indicadores econômicos, o IBGE divulgou as vendas. O comércio varejista apresentou crescimento de 0,9% em janeiro, após uma queda de 0,5% em dezembro. Com uma alta em quase todas as atividades do varejo (seis de oito), alta do varejo foi mais robusta neste mês. Além disso, a maior contribuição veio de um momento favorável para a recuperação, em um momento de redução dos juros e baixa inflação. Veja o gráfico abaixo, com a série acumulada no ano:

 

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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