Temporada de balanços nos EUA anima mercados

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Mercados Globais

Na ausência de uma agenda econômica relevante e um fator político determinante, os mercados olham para a temporada de balanços nos Estados Unidos. Seguindo no otimismo do aumento do lucro corporativo, os futuros do S&P e Dow têm alta de 0,7% e 0,4%, respectivamente.

Na China, a divulgação do PIB veio em alta de 1,4% no primeiro trimestre, abaixo da estimativa de 1,5% e divulgação anterior de 1,6%. Já a produção industrial vaio em alta de 6,0%, abaixo da estimativa de 6,4% e abaixo da última divulgação de 7,2%.

Os dados chineses desapontaram os analistas, e os índices de Xangai e Hong Kong encerraram o dia em queda de 1,41% e 0,83%, respectivamente. O governo chinês deve compensar a desaceleração da atividade econômica com uma série de medidas, como já o fez hoje — com o corte do compulsório de 17,5% para 16,0%.

No mercado de câmbio, o índice para o dólar tem uma leve alta, enquanto o euro tem um dia de queda. Mais cedo, o dólar se valorizou em relação ao euro, quando saíram dados do índice Zew para condições atuais e percepção econômica. Os dados vieram abaixo das estimativas, apontando uma queda na confiança dos agentes na Zona do Euro e Alemanha. O instituto Zew aponta que o maior motivo da queda foram: tensões geopolíticas na Síria e uma provável guerra comercial.

Esses eventos criam uma incerteza política (tarifária) em relação às firmas alemãs exportadoras. Ademais, com a economia alemã operando bem próxima de sua capacidade máxima, é de se esperar uma desaceleração do crescimento econômico.

Apesar dos dados decepcionantes, as bolsas europeias (inclusive Frankfurt, com alta de 1%) se mantém no pregão desta terça-feira com viés de alta, suportado pelo crescimento da renda britânica — o que pode incentivar os dirigentes do Bank of England a subir a taxa de juros na próxima reunião.

Voltando aos EUA, a produção industrial (veja gráfico anual abaixo) teve uma alta de 0,5% em março, com uma revisão altista de fevereiro para 1,0%. A alta foi suportada por uma recuperação da atividade extrativista (petróleo e mineração), além da melhora no clima americano, que, por conseguinte, impactou positivamente no setor de utilidade básica. A indústria americana continua sólida. Na agenda de hoje, os agentes devem acompanhar ainda o discurso de uma série de dirigentes do Fed.

Brasil

No Brasil, o mercado local tem uma leve alta, tentando se alinhar ao exterior positivo e ao mesmo tempo esquecer as incertezas em relação ao cenário eleitoral. Com o DI e o dólar em queda, a alta da bolsa tem grande contribuição das elétricas e do setor de utilidade básica, assim como algumas ações de materiais básicos — como a Vale, que seguiu os preços do minério de ferro, que tiveram uma maior demanda nos portos chineses. Com uma agenda econômica vazia, os agentes devem acompanhar o cenário externo.

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