Inflação em alta: IGP-M sobe 1,2% na 2ª prévia de maio e supera previsões; atacado varia 1,71%

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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e muito usado em contratos, como os de reajuste de aluguel, subiu 1,20% no segundo decêndio de maio, a segunda prévia do mês. A inflação medida pelo índice acelerou em relação ao mesmo período do mês anterior, que havia registrado alta de 0,40%. Ficou acima também da projeção do mercado, que trabalhava com 1,12% de alta. O aumento da inflação do IGP-M veio principalmente dos preços no atacado, que representam 60% do índice. A segunda prévia compreende o período de coleta de preços de 21 de abril a 10 de maio. A próxima divulgação será do mês fechado, de 21 de abril a 20 de maio.

IPA sobe 1,71%, o triplo de abril; alimentos seguram alta

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de 0,46% no segundo decêndio de abril para 1,71% na segunda prévia de maio. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,18% em maio, após elevação de 0,58% em abril. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 3,69% para -6,06%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários subiu 2,50% em maio, contra 0,86% em abril. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,37% para 1,90%.
Minério de ferro, soja e frango puxam matérias-primas

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -0,18% em abril para 2,63% em maio. Contribuíram para a alta da taxa de variação do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-11,25% para 9,24%), soja (em grão) (4,00% para 5,45%) e aves (-3,98% para -0,83%). Em sentido oposto, destacam-se os itens milho (em grão) (10,49% para 1,85%), cana-de-açúcar (0,72% para -2,84%) e laranja (6,08% para -3,53%).
Preços ao Consumidor seguem sem pressão com ajuda do etanol

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,20% no segundo decêndio de maio, ante 0,27%, no mesmo período do mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,30% para -0,18%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item etanol, cuja taxa passou de 1,10% para -4,10%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,13% para 0,04%), Habitação (0,35% para 0,27%), Vestuário (0,42% para 0,08%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,03% para -0,12%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos itens frutas (4,53% para -2,21%), móveis para residência (0,68% para -0,37%), calçados (0,08% para           -0,69%) e show musical (0,94% para 0,70%).

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 1,13%), Comunicação (0,08% para 0,28%) e Despesas Diversas (0,01% para 0,06%). Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos seguintes itens: medicamentos em geral (0,60% para 2,22%), mensalidade para TV por assinatura (0,40% para 1,75%) e alimentos para animais domésticos (-0,76% para -0,06%).
Construção civil acelera levemente para 0,44%

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,44% no segundo decêndio de maio. No mês anterior, este índice havia subido 0,37%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,66%, abaixo do resultado de abril, de 0,74%. O índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,26%, ante 0,07% no mês anterior.

A Arena do Pavini é um espaço voltado para fornecer informação de valor e promover o aprendizado e a discussão dos principais temas relacionados à vida do investidor. O blog de notícias é pilotado por Angelo Pavini, renomado jornalista econômico, com mais de 20 anos de experiência na cobertura do mercado financeiro e de assuntos ligados a finanças pessoais.

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