Índice do BC mostra economia crescendo, mas menos que o previsto; efeito da greve ainda vai aparecer

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O índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do IBGE, subiu 0,46% em abril sobre março na série com ajuste sazonal e 3,7% na comparação com abril de 2017.

Apesar de positivas, ambas as variações ficaram ligeiramente abaixo das estimativas de 0,6% e 3,8%, respectivamente, do mercado. O dado ainda não inclui os efeitos negativos à atividade econômica da greve dos caminhoneiros, que ocorreu no final de maio, sugerindo que a dinâmica de recuperação econômica já arrefecia antes mesmo da paralisação, observa a corretora Coinvalores.

Já a Rosenberg Associados avalia que o último dado referente à atividade em abril corroborou o quadro benigno já desenhado pela indústria, comércio e serviços. No acumulado em 12 meses, o índice avançou para 1,52%, maior patamar desde junnho de 2014. A média móvel de três meses, por sua vez, passou ao terreno negativo pela primeira vez após oito meses de alta, refletindo as quedas verificadas em fevereiro e março.

Apesar do bom início, o segundo trimestre deve ser impactado pela greve dos caminhoneiros, frustrando as expectativas de uma recuperação mais célere da economia, avalia a Rosenberg. Este movimento de retomada deve ficar postergado para o segundo semestre, em que dois vetores devem se contrabalançar: o impacto negativo das incertezas sobre a confiança e a liberação dos recursos do PIS/Pasep. “Tudo considerado, ainda esperamos uma aceleração da economia no segundo semestre do ano, de modo a alcançarmos 2% de crescimento”, diz a consultoria.

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