Preocupação com tensões no comércio

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A Bovespa interrompeu sequência de três pregões seguidos de alta e perdeu 1,11%, com o índice fechando em 70.609 pontos. O mercado americano fraco com a derrota de Trump na Câmara do projeto de imigração forçou a queda na parte da tarde. Apesar disso, o foco dos investidores segue sendo as tensões comerciais entre os EUA, China e União Europeia.

Várias declarações sobre o comércio internacional por parte de Trump e assessores. Trump declarou que se a União europeia tratar os EUA de forma injusta, haverá tarifação sobre carros europeus. Trump nega ter começado guerra comercial e que a indústria siderúrgica americana está novamente aquecida, tentando agregar votos de setores tradicionais.

Mercados hoje em queda na Ásia com exceção de Hong Kong, Europa tentando recuperar perdas do início da manhã e futuros do mercado americano operando em campo positivo. No Brasil, há espaço para recuperação e seria oportuno buscar patamar ao redor de 72.600 pontos, quando teríamos alguma consolidação de movimento.

Durante a madrugada na China, o governo disse que vai monitorar cuidadosamente as políticas americanas sobre investimentos e citaram a as imposições de restrições americanas na exportação de tecnologia. Visando políticas comerciais, o PBoC voltou a desvalorizar o yuan. Na Alemanha, o índice GFK de confiança do consumidor de julho ficou estável em 10,7 pontos e na zona do euro o sentimento econômico caiu para 112,3 pontos em junho, próximo do previsto de 112 pontos.

No mercado, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,36%, com o barril negociado em US$ 72,50. O euro era transacionado em alta para US$ 1.158 e notes americanos com juros em 2,82%. O ouro e a prata em quedas na Comex, e commoditiesagrícolas em quedas na bolsa de Chicago. A criptomoeda Bitcoin tinha queda de 1,06% e valia US$ 6095.

No mercado local, recesso quase total por conta da Copa do Mundo e festas juninas. Na área econômica, a FGV anunciou o IGP-M de junho em 1,87% (anterior em 1,38%), no ano atinge inflação de 5,39% e em 12 meses com 6,92%; tudo acima do esperado.

O Bacen anunciou dados do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do segundo trimestre. Os dados vieram fracos com a expectativa de crescimento do PIB caindo para 1,6% (anterior em 2,6%), consumo das famílias em queda para +2,1% (de +3,0%) e consumo de governo saindo de +0,5% para -0,2%. A formação bruta de capital fixo (FBCF) declinou na margem para 4,0% e os investimentos diretos no país (IDP) encolhendo para US$ 70 bilhões, de anterior em US$ 80 bilhões.

No mercado, os DIs começando o dia com queda de juros e o dólar em queda de 0,20% e cotado a R$ 3,866. A reversão para nova queda no mercado americano agora deve forçar a abertura da Bovespa no Brasil. Mas ainda teremos o anúncio da nova leitura do PIB americano (3ª) do primeiro trimestre.

Bom dia e bons negócios.

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