Yuan continua a cair e mercados ocidentais sinalizam recuperação

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Novamente o dia começa com quedas nas bolsas asiáticas, desencadeadas principalmente pela depreciação do yuan. O índice composto de Xangai registrou queda de 1,1%, contaminando os demais índices da região asiática: Tóquio (-0,31%), Hong Kong (-1,82%) e Singapura (-0,80%).

A queda na moeda chinesa é fundamentalmente esperada pelo Banco Central da China, no entanto, os mercados não ficariam surpresos caso houvesse uma intervenção direta do Banco Popular da China para conter possíveis movimentos especulativos e suavizar os movimentos dos mercados.

Embora o dia tenha começado no vermelho, os futuros de Wall Street inverteram o seu movimento de queda para alta após notícias da Casa Branca. O governo americano pretende tornar mais robustas as leis do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla original), a fim de restringir o investimento chinês. O motivo pelo qual os investidores se animaram com tal fato, é que isso inviabiliza opções mais duras, anteriormente cogitadas pelo governo. Por conseguinte, isso torna mais suave as tensões comerciais entre EUA e China.

Com altas de aproximadamente 0,1%, os índices futuros em Wall Street sinalizam uma abertura de alta nesta quarta-feira. As bolsas europeias têm ganhos superiores, com destaque positivo nas bolsas de Paris e Frankfurt.

O dólar se valoriza em relação aos seus principais pares, e o índice para o dólar flerta com o patamar de 95,00. Nas commodities, os preços do petróleo sobem, momentos antes dos estoques de petróleo nos Estados Unidos (11h30). Já o minério de ferro e o cobre continuam a registrar mínimas, acompanhando a depreciação da moeda chinesa.

Brasil

No cenário interno, o dólar segue a tendência internacional, apresentando valorização de 0,95%. Os setores de serviços básicos, financeiro, imobiliário e de consumo caem. Curiosamente, o setor de materiais básicos tem ganhos superiores, seguindo o dólar e entrando em descompasso com os demais fundamentos — queda nos preços das commodities (excluindo o petróleo) e enfraquecimento das despesas com matérias primas na China. Na espera do jogo do Brasil, possivelmente o volume de negócios ao longo do dia deve sofrer um impacto relevante.

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