Início de balanços trimestrais no EUA e Brasil; IBC-BR em destaque

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Os mercados globais dividem as atenções entre dados macroeconômicos da China e divulgação de balanços trimestrais nos Estados Unidos. A sessão asiática registrou perdas com a desaceleração da economia chinês, que apresentou sua menor taxa de crescimento desde 2016. Embora o PIB da China continue se mostrando sólido, a produção industrial decepcionou os mercados após registrar um avanço anual de apenas 6% em junho ante alta de 6,8% em maio (e contra expectativa de 6,5% em junho).

A recepção no ocidente foi negativa, fazendo com que mineradoras, siderúrgicas e outros segmentos de empresas de matéria prima puxassem os principais índices acionários para baixo. Na Europa, há uma queda generalizada e, na Ásia, Xangai encerrou o dia com queda de 0,6%. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam uma abertura com direção indefinida, sem uma tendência clara. Tudo dependerá de como a reunião entre Trump e Putin, líderes dos EUA e Rússia, terminará. Ademais, como já mencionado, os resultados trimestrais das firmas americanas deve ser um dos focos na semana, sobretudo o setor bancário e as gigantes de tecnologia.

No mercado internacional, os juros das economias desenvolvidas têm uma tendência de alta. O índice para o dólar tem queda pontual, ao passo que o euro se valoriza em relação à moeda norte-americana. Nas commodities: o petróleo registra quedas diante do aumento de oferta saudita; e o minério de ferro ignora a perda de impulso na economia chinesa, registrando ganhos no mercado a vista. 

Brasil

O mercado local abriu estável, oscilando em patamar próximo da abertura. A queda de diversos blue chips, sobretudo Petrobrás e setor bancário, pressiona o principal índice acionário para baixo. O dólar tem uma sessão volátil, sendo cotado a R$ 3,854. Na contramão do câmbio, o mercado de juros registra uma queda, em níveis próximos das mínimas do dia.

Com o encerramento oficial da copa do mundo, a expectativa do mercado é de que venha à tona as incertezas causadas pela política nacional. Ainda na semana, a agenda econômica traz os balanços da Weg e da Tim, que darão início à safra do segundo trimestre de 2018.

No dia, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR) apresentou uma variação negativa de 3,34% no mês. O indicador, como prévia do PIB, deve ter um efeito negativo sob as expectativas para o crescimento econômico, que pode ser maior do que aquele previsto pela maioria das instituições.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

Comentários

  1. joão francisco vanni diz:

    parabéns pelosexcelentes comentários.– gostaria que vc me informase, umafonte fe informações aqi no Brasil,que publique em tempo áil,o mercado de “minério de ferro9IRON ORE),OBRIGADO

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