Via Varejo avança com migração para Novo Mercado; lucro fica abaixo do esperado

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Investing.com – No início da sessão desta terça-feira na bolsa paulista, as ações da Via Varejo (BOV:VVAR11) operam com valorização de 3,82% a R$ 19,57. Ontem, a companhia divulgou o resultado financeiro referente ao segundo trimestre de 2018, que ficou abaixo do esperado pelo mercado. No entanto, os investidores receberam bem a notícia de migração para o Novo Mercado.

O braço de comércio de móveis e eletrodomésticos do GPA informou que seu conselho de administração aprovou proposta de listar as ações da empresa no Novo Mercado, segmento da B3 com as regras mais rigorosas de governança corporativa.

Em comunicado, a Via Varejo afirmou que a proposta visa a elevar seus níveis de governança e de transparência, além de aumentar liquidez das ações no mercado. O conselho de administração deverá se reunir até 15 de agosto para definir o novo acordo de acionistas e convocar assembleia geral.

A proposta implica unificar as ações em uma única classe, com a conversão dos papéis preferenciais VVAR4 em ordinários VVAR3, com direito a voto, na proporção 1:1. Atualmente, a empresa também é negociada no mercado por meio de units, recibos que representam uma combinação de uma ação ordinária e duas preferenciais.

Resultado trimestral

A companhia registrou lucro líquido de 20 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo de 85 milhões de reais registrado no mesmo período do ano passado, informou o braço de comércio de móveis e eletrodomésticos do GPA.

O resultado, contudo, ficou abaixo da estimativa de consenso da Reuters, de lucro de 40,4 milhões de reais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) ajustado subiu 25,1 por cento, para 394 milhões de reais, com margem de 6,1 por cento, quase um ponto percentual acima do registrado no segundo trimestre do ano passado.

A dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio registrou receita líquida de 6,5 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 5,1 por cento na comparação anual. A receita nas lojas físicas atingiu 5,2 bilhões de reais, alta de 6,5 por cento, com crescimento “mesmas lojas” de 5,8 por cento.

Em recente análise enviada a clientes, a XP Investimentos esperava que a companhia apresentasse destaque negativo no período, afetada pela greve dos caminhoneiros. A expectativa da corretora era de resultados fracos na comparação com outras empresas do setor, com crescimento nas mesmas lojas de 8% e venda mesmas lojas 5,5% maior.

Já para o Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) a estimativa era neutra para a Via Varejo, com a receita líquida avançando 7%, na base anual, para R$ 7,462 bilhões. Já para o Ebitda ajustado, também na comparação com 2017, a aposta era de alta 12,5% para um total de R$ 402 milhões.

Com Reuters.

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