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Oi diz que concluiu reestruturação da dívida

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A Oi (BOV:OIBR4), antiga Telemar, em recuperação judicial, anunciou hoje que concluiu a reestruturação de sua dívida financeira, de R$ 60 bilhões. A empresa já foi a maior operadora de telefonia do país e recebeu incentivos do governo Lula para se tornar a “supertele brasileira”.

Pouco depois, seus sócios, o Grupo La Fonte e a Andrade Gutierrez, venderam parte do controle da empresa para a Portugal Telecom. Mas, devido a problemas com o controlador do grupo português, o Banco Espírito Santo, que quebrou, mas antes vendeu títulos para a operadora de telefonia, a Oi não recebeu o capital que precisava. Acabou em dificuldades financeiras e entrou em recuperação judicial, passando a ter seu controle disputado pelos portugueses e pelo empresário brasileiro Nelson Tanure.

Após diversas disputas que terminaram com a intervenção da Justiça no processo, foi aprovado um Plano de Recuperação Judicial da Companhia e de suas subsidiárias Oi Móvel S.A. Telemar Norte Leste S.A. Copart 4 Participações S.A., Copart 5 Participações S.A., Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief.

O plano foi aprovado em assembleia geral de credores realizada nos dias 19 e 20 de dezembro de 2017 e homologado pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, cuja decisão foi publicada no Diário Oficial em 05 de fevereiro de 2018.

A primeira capitalização prevista no plano de recuperação judicial da operadora foi para atender a conversão dos títulos de dívida detidos pelos credores ao preço de emissão de R$ 7,00/ação. Hoje venceu o prazo de conversão dos títulos de dívida e, após essa conclusão da oferta, a Oi se prepara para a convocação de uma nova assembleia de acionistas para dar prosseguimento ao processo de recuperação judicial.

Prevista para ocorrer até o fim deste ano, mas com prazo final até fevereiro de 2019, a segunda capitalização não deve exceder o limite de R$ 4 bilhões, uma vez que este foi o valor estipulado no plano aprovado em dezembro pelos seus credores, sendo que a administração da empresa já indicou que o valor por ação nessa oferta deverá ficar próximo a R$ 1,24. Para a corretora Coinvalores, embora a redução da dívida e a entrada de novos recursos na Oi possam melhorar a situação financeira da companhia, a volatilidade deverá permanecer alta nas ações preferenciais (OIBR4) em meio às ofertas de ações em bolsa.

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