Tesouro Direto passa a aceitar aplicações e resgates durante suspensões; mercado já parou 43 vezes desde maio

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A partir de hoje, os investidores em papéis federais pelo Tesouro Direto poderão pedir a aplicação ou o resgate mesmo durante os períodos em que o mercado estiver suspenso. A informação é da Secretaria do Tesouro Nacional que explica que as operações deverão ser realizadas diretamente no Portal do Investidor do Tesouro Direto.

Os resgates e aplicações serão liquidados quando o mercado voltar a funcionar, pelos novos preços definidos pelo Tesouro Nacional, mas sem ultrapassar o valor em reais pedido pelo investidor. Ou seja, se o preço do título subir, o investidor poderá levar uma quantidade menor.

A medida é uma solução para a forte instabilidade dos preços dos títulos públicos nos últimos meses, que levaram o Tesouro Direto a suspender ou adiar a abertura das operações diversas vezes para atualizar os valores oferecidos para o varejo. Foram 43 suspensões só de maio para cá, de um total de 44 no ano. Ocorreram 4 suspensões em agosto, 4 em julho, 23 em junho e 12 em maio.  Antes, havia ocorrido uma suspensão em 24 de janeiro.

No ano passado, foram seis interrupções, sendo a última em 12 de julho Outras suspensões ocorreram em 20 de junho e, em maio, em meio à crise provocada pelas denúncias de Joesley Batista contra o presidente Michel Temer, que fizeram os juros dispararem, houve quatro suspensões.

Os preços e as taxas dos títulos negociados no Tesouro Direto são baseadas nas taxas negociadas no mercado secundário de títulos públicos e atualizados três vezes ao dia. “Entretanto, em momentos de volatilidade, essas condições podem se descolar de maneira significativa das taxas do Tesouro Direto, tornando os preços disponíveis para investimentos e resgates incompatíveis com os praticados em mercado”, diz o Tesouro. “Nesses casos, a Secretaria do Tesouro Nacional suspende as negociações para atualizar posteriormente os preços e taxas dos títulos aos níveis vigentes”.

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